Boi gordo segue firme, de olho na reação do consumo interno

Mercado na expectativa de que a abertura parcial de bares e restaurantes possa elevar a demanda doméstica

Nesta segunda-feira, 6 de julho, restaurantes e bares da cidade de São Paulo, principal centro consumidor de carne bovina no Brasil, voltaram a abrir, embora com restrições de horário e capacidade reduzida de pessoas (apenas 40%). Essa nova medida pode resultar em alguma melhoria na demanda interna da proteína vermelha, reforçando o atual movimento altista do boi gordo, destacam as consultorias do mercado pecuário.

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No entanto, a crise financeira gerada pela pandemia da Covid-19 pode dificultar uma retomada mais forte e consistente do consumo interno de carne bovina, que, por ser mais cara, vem perdendo espaço para os seus principais concorrentes, como o frango, carne suína e ovo.

Assim, o mercado do boi gordo segue sustentado pelo forte ritmo das exportações de carne bovina, sobretudo para a China, que ainda se recupera do surto de peste suína africana que atingiu grande parte de seu rebanho suíno no ano passado. As importações chinesas de carne vermelha brasileira subiram 148% no primeiro semestre do ano, para 365.126 toneladas, informou nesta segunda-feira a Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo).

Segundo a consultoria IHS Markit (antiga Informa Economics FNP), nesta segunda-feira, os negócios de boiada gorda ocorreram em ritmo mais fraco, sem atuação ativa de nenhuma das duas pontas do mercado.  “A maior parte dos frigoríficos pesquisados manteve as referências de preços praticadas na sexta-feira passada, ainda analisando os resultados das vendas de carne no final de semana, para depois traçar as suas estratégias de compra de gado ao longo desta semana”, observa a consultoria.

Do lado vendedor, ainda prevalece a baixa disponibilidade de gado pronto, devido ao período inicial de entressafra de boiada de capim e também ao menor volume de animais posto no primeiro giro de confinamento.

Dessa maneira, a oferta restrita de animais terminados limita o avanço das escalas de abate dos frigoríficos, que estão preenchidas, na maior parte do País, para apenas três ou quatro dias úteis, segundo levantamento da IHS Markit.

Giro pelas praças

Os preços da boiada gorda registraram movimentos de altas em algumas praças pesquisadas pela IHS Markit. Em Minas Gerais e no Mato Grosso, a arroba apresentou forte valorização, sustentadas principalmente pela dificuldade das indústrias em encontrar animais para compor suas escalas.

Em São Paulo e no Mato Grosso do Sul, segundo a IHS Markit, os frigoríficos também operam com programações apertadas. Os abates nessas regiões avançam impulsionados pela demanda internacional.

No Tocantins, novos lotes de boiada foram vendidos nesta segunda-feira apenas depois que a indústria decidiu elevar os preços de compra, informa a consultoria.

Confira as cotações máximas do boi gordo nesta segunda-feira, 6 de julho, de acordo com a FNP:

SP-Noroeste: R$ 224/@ a (prazo)

MS-Dourados: R$ 207/@ (à vista)

MS-C. Grande: R$ 209/@ (prazo)

MS-Três Lagoas: R$ 210/@ (prazo)

MT-Cáceres: R$ 192/@ (prazo)

MT-Tangará: R$ 193/@ (prazo)

MT-B. Garças: R$ 193/@ (prazo)

MT-Cuiabá: R$ 192/@ (à vista)

MT-Colíder: R$ 187/@ (à vista)

GO-Goiânia: R$ 213/@ (prazo)

GO-Sul: R$ 209/@ (prazo)

PR-Maringá: R$ 217/@ (à vista)

MG-Triângulo: R$ 216/@ (prazo)

MG-B.H.: R$ 214/@ (prazo)

BA-F. Santana: R$ 217/@ (à vista)

RS-P.Alegre: R$ 205/@ (à vista)

RS-Fronteira: R$ 204/@ (à vista)

PA-Marabá: R$ 204/@ (prazo)

PA-Redenção: R$ 204/@ (prazo)

PA-Paragominas: R$ 204/@ (prazo)

TO-Araguaína: R$ 208/@ (prazo)

TO-Gurupi: R$ 207/@ (à vista)

RO-Cacoal: R$ 193/@ (à vista)

RJ-Campos: R$ 203/@ (prazo)

MA-Açailândia: R$ 203/@ (à vista)

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