Boi gordo: Sem saída para a carne no varejo, frigoríficos reduzem abates e mercado fecha poucos negócios

As negociações envolvendo boiadas gordas são pontuais e envolvem sobretudo lotes de animais com padrão para exportação, que recebem ágio das indústrias que atendem ao mercado internacional

Nesta terça-feira, 22 de junho, o mercado do boi gordo registrou, novamente, estabilidade na maioria das regiões brasileiras, informa as consultorias que acompanham diariamente o setor pecuário.

Segundo dados levantados pela IHS Markit, o boi gordo direcionado ao mercado paulista é vendido pelo valor máximo de R$ 322/@, a prazo, enquanto a vaca gorda é negociada por R$ 300 (cotação máxima), também com pagamento após 30 dias.

Na avaliação da consultoria, as indústrias frigoríficas buscam evitar a aquisição de bovinos nesta semana, alongando as suas escalas por meio da redução dos abates diários.

“O arrefecimento das vendas de carne na ponta distribuidora inviabiliza a ocorrência de reajustes no valor proteína, prejudicando as margens das indústrias”, observa a IHS Markit.

Com o avanço do período de entressafra, a oferta de boiadas está cada vez mais rara, oferecendo firmeza aos preços da arroba.

Muitos pecuaristas seguem concentrados no confinamento de bovinos para o segundo semestre, relata a IHS.

Os poucos negócios registrados são pontuais, e englobam sobretudo animais com padrão exportação (abatidos mais jovens, com até 30 meses de idade), que recebem prêmios em relação ao valor do animal comum – o chamado “boi-China”.

Os embarques brasileiros de carne bovina in natura ganharam fôlego na terceira semana do mês, acumulando 97,5 mil toneladas exportadas, com uma média diária de 7,5 mil toneladas/dia.

No mercado atacadista, os preços dos principais cortes bovinos permaneceram estáveis nesta terça-feira.

Cotações máximas desta terça-feira, 22 de junho, segundo dados da IHS Markit:

SP-Noroeste:

boi a R$ 322/@ (prazo)
vaca a R$ 300/@ (prazo)

MS-Dourados:

boi a R$ 309/@ (à vista)
vaca a R$ [email protected] (à vista)

MS-C.Grande:

boi a R$ 311/@ (prazo)
vaca a R$ 296/@ (prazo)

MS-Três Lagoas:

boi a R$ 312/@ (prazo)
vaca a R$ 288/@ (prazo)

MT-Cáceres:

boi a R$ 305/@ (prazo)
vaca a R$ 295/@ (prazo)

MT-Tangará:

boi a R$ 308/@ (prazo)
vaca a R$ 297/@ (prazo)

MT-B. Garças:

boi a R$ 304/@ (prazo)
vaca a R$ 294/@ (prazo)

MT-Cuiabá:

boi a R$ 308/@ (à vista)
vaca a R$ 294/@ (à vista)

MT-Colíder:

boi a R$ 305/@ (à vista)
vaca a R$ 293/@ (à vista)

GO-Goiânia:

boi a R$ 305/@ (prazo)
vaca R$ 290/@ (prazo)

GO-Sul:

boi a R$ 305/@ (prazo)
vaca a R$ 290/@ (prazo)

PR-Maringá:

boi a R$ 310/@ (à vista)
vaca a R$ 300/@ (à vista)

MG-Triângulo:

boi a R$ 310/@ (prazo)
vaca a R$ 290/@ (prazo)

MG-B.H.:

boi a R$ 308/@ (prazo)
vaca a R$ 286/@ (prazo)

BA-F. Santana:

boi a R$ 292/@ (à vista)
vaca a R$ 282/@ (à vista)

RS-Porto Alegre:

boi a R$ 331/@ (à vista)
vaca a R$ 310/@ (à vista)

RS-Fronteira:

boi a R$ 331/@ (à vista)
vaca a R$ 310/@ (à vista)

PA-Marabá:

boi a R$ 290/@ (prazo)
vaca a R$ 288/@ (prazo)

PA-Redenção:

boi a R$ 293/@ (prazo)
vaca a R$ 286/@ (prazo)

PA-Paragominas:

boi a R$ 296/@ (prazo)
vaca a R$ 281/@ (prazo)

TO-Araguaína:

boi a R$ [email protected] (prazo)
vaca a R$ 291/@ (prazo)

TO-Gurupi:

boi a R$ 297/@ (à vista)
vaca a R$ 288/@ (à vista)

RO-Cacoal:

boi a R$ 300/@ (à vista)
vaca a R$ 290/@ (à vista)

RJ-Campos:

boi a R$ 294/@ (prazo)
vaca a R$ 278/@ (prazo)

MA-Açailândia:

boi a R$ [email protected] (à vista)
vaca a R$ 268/@ (à vista)

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