Brasil exportou 35,746 milhões de sacas de café em 9 meses do ano-safra 20/21

Volume corresponde a uma alta de 18,1% em comparação com igual período da temporada 2019/20
Foto: Reprodução

O Brasil exportou 35,746 milhões de sacas de 60 quilos de café no acumulado do ano-safra 2020/21 (julho de 2020 a março de 2021), o que corresponde a uma alta de 18,1% em comparação com igual período da temporada 2019/20. “As exportações registram o melhor desempenho dos últimos cinco anos e caminham para quebrar recorde na safra atual”, disse o Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), em levantamento mensal divulgado nesta segunda-feira (12/4).

A receita cambial gerada em nove meses da safra 2020/21 foi de US$ 4,484 bilhões, avanço de 15,1% em relação a igual período do ano comercial anterior. Já o preço médio caiu 2,6% na mesma base comparativa, para US$ 125,45 por saca.

Entre as variedades embarcadas nos primeiros nove meses do ano comercial, 81,1% das exportações foram de café arábica, com 28,993 milhões de sacas embarcadas; 10,3% foram de café robusta (3,696 milhões de sacas) e 8,6% das exportações foram de café solúvel (3,039 milhões de sacas). Vale destacar que, entre as variedades, as exportações de café robusta cresceram 22,6% em relação ao acumulado entre os nove meses das safras 2019/20 e 2020/21.

Para o presidente do Cecafé, Nicolas Rueda, o desempenho das exportações é consequência da safra recorde produzida pelo Brasil em 2020. “E da evolução constante da qualidade e da sustentabilidade do produto, o que fez com que aumentasse a presença do café nacional, tanto arábica, quanto canéfora, entregue nos armazéns credenciados pelas bolsas de valores mundiais, como a de Nova York, onde o país já responde por quase metade do volume”, afirmou Rueda no comunicado.

Perspectivas

Apesar do bom desempenho dos embarques, registrado até o momento, o Cecafé afirmou que o setor está cauteloso quanto ao ritmo das exportações no futuro. Segundo o Conselho, a bienalidade negativa deste ano, que representa ciclo de baixa para a cultura, e a prolongada estiagem e as altas temperaturas que afetaram regiões produtoras do País devem pesar para a menor colheita do grão.

“Aliada à preocupação com a logística mundial, a colheita brasileira menos volumosa será mais um desafio que o segmento exportador terá em 2020/21. Ainda não é possível estimar a realidade estatística desse cenário, mas é provável que os embarques do Brasil passem por uma redução na próxima temporada”, projeta Rueda.

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