Brasil vai vender carne bovina fresca para a Tailândia

País asiático já importava carne congelada e agora vai comprar produto de maior valor agregado

A Tailândia, país do sudeste asiático, já importa carne bovina congelada do Brasil há alguns anos. Agora, o País acaba de galgar mais um degrau nesse mercado: vai exportar carne in natura resfriada, produto de maior valor agregado e que eleva o nível do trato comercial entre os dois países. É na carne in natura resfriada que está a maior demanda de mercados mais exigentes por qualidade.

Para dar início a esse tipo de comércio, de acordo com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), cinco estabelecimentos frigoríficos foram aprovados a exportar. O ministério informa que as plantas frigoríficas estão localizadas nos estados do Pará, de Rondônia, Goiás, de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. Entre eles está a unidade da Minerva Foods, localizada em Palmeiras de Goiás (GO). A empresa informou, em comunicado, que o frigorífico habilitação tem capacidade diária para abater até  2 mil bovinos.

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“Mais uma boa notícia para o agro brasileiro”, disse a ministra Tereza Cristina no Twitter. Na semana passada, a ministra havia anunciado a abertura do mercado da Tailândia para os lácteos brasileiro.

Saiba mais:
Tailândia abre mercado para lácteos brasileiro

Entenda o processo de abertura do mercado tailandês

O processo de negociação para a carne bovina in natura fresca teve início em 2015 com intensas conversas entre o Mapa e o Departamento de Desenvolvimento da Pecuária e o Ministério da Agricultura e Cooperativas do país asiático. Recentemente, o secretário adjunto Flavio Bettarello esteve, por duas ocasiões, no país. No caso da carne bovina congelada e miúdos, também congelados, no ano passado a Tailândia importou do Brasil 3,2 mil toneladas por US$ 5,1 milhões.  Nesse comércio, até 2017, predominavam os miúdos. Foi neste ano que a Tailândia dobrou as compras de carne congelada: foram 1,3 mil toneladas por US$ 2,6 milhões, ante 618 toneladas em 2016.

A Tailândia é um país pequeno, com 68 milhões de habitantes. No Brasil, equivale às populações dos Estados de São Paulo e Minas Gerais. De acordo com o Banco Mundial, o PIB de 2018 foi de US$ 505 bilhões. Mas o país é um grande importador, gastando mais de 50% do valor de seu PIB em compras externas. O secretário de Comércio e Relações Internacionais do Mapa, Orlando Leite Ribeiro,  diz que para carne bovina está dado um potencial de geração de receita da ordem de US$ 100 milhões nos próximos anos.

Em 2019, a Tailândia importou de todo o mundo cerca de US$ 90 milhões em carne bovina, incluindo carne bovina congelada do Brasil. A Austrália participou da metade desse valor. Austrália e Tailândia têm um acordo de livre comércio para todos os tipos de carnes (em conjunto com a Nova Zelândia e os demais países da Asean – grupo de países que a Tailândia faz parte) que isenta as tarifas para as exportações australianas desde o início de 2020. As tarifas de importação da Tailândia são 50% para carne bovina em geral e 30% para miúdos de bovino.

O bloco Asian, criado em 1967, é um grande cliente do agronegócio brasileiro. Além da Tailândia, fazem parte as Filipinas, Malásia, Singapura, Indonésia, Brunei, Vietnã, Myanmar, Laos e Camboja. No ano passado, o bloco importou US$ 5,9 bilhões em produtos agrícolas do País, dos quais US$ 563,7 milhões foram em carnes bovina, suína e de aves.  De carne bovina, principalmente in natura, foram 55,8 mil toneladas por US$ 187,7 milhões. No bloco, o maior cliente da carne bovina são as Filipinas. Em 2019, esse país comprou 34,9 mil toneladas por US$ 106,7 milhões.  (US$ 8,18 bilhões).

Fonte: Redação, com informações do Mapa.

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