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Café: preços do arábica e do robusta iniciam outubro em alta

Cenário esteve atrelado principalmente à recuperação das cotações externas das variedades
Foto: pixabay.

As cotações internas do café arábica estão em ritmo de recuperação neste início de outubro, após terem caído por praticamente três meses, conforme indicam pesquisas do Cepea. Nessa terça-feira, 9, o Indicador do arábica Cepea/Esalq do tipo 6 fechou a R$ 433,63/sc, elevação de 2% em relação à terça anterior, 2. Esse cenário esteve atrelado principalmente à recuperação das cotações externas da variedade, que, por sua vez, foram impulsionadas pela desvalorização do dólar frente ao Real e por movimentos de recuperação técnica.

Quanto ao robusta, as cotações também estão elevadas, devido ao ganho externo da variedade. Agentes consultados pelo Cepea estão mais ativos no mercado, mas a liquidez está inferior à observada ao arábica. Nessa terça, o Indicador Cepea/Esalq do robusta tipo 6 peneira 13 acima fechou a R$ 329,84/saca de 60 kg, elevação de 2,5% frente à terça anterior.

Exportações

No mês de setembro, o Brasil exportou 3,02 milhões de sacas de café, considerando a soma de café verde, solúvel e torrado & moído, volume 24% superior a setembro de 2017, quando o país exportou 2,4 milhões de sacas. A receita cambial chegou a US$ 410,3 milhões, apontando uma variação positiva de 0,7% a mais em relação ao mesmo mês do ano passado, segundo o Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé).

Com relação às variedades embarcadas, o café arábica se manteve firme, com aumento de 14,9% na comparação com setembro de 2017, correspondendo a 81% do volume total de exportações (2,4 milhões de sacas). O café robusta apresentou crescimento de 1091,6% e atingiu a participação de 9,7% das exportações no mês (291,6 mil sacas). O solúvel se manteve estável, com participação de 9,3% (280,3 mil sacas).

Já no acumulado do ano civil (de janeiro a setembro de 2018), o Brasil registrou um total de 23,6 milhões de sacas exportadas, crescimento de 7,3% na comparação com igual período do ano passado. A receita cambial, neste caso, apresentou uma queda de 6%, para US$ 3,5 bilhões.

“Registramos um bom volume de exportação. Porém, calculamos que poderíamos ter embarcado de 10% a 15% a mais se não fossem os problemas de falta de contêineres e espaços nos navios. Para se ter uma ideia, sabemos de exemplos como um único exportador que deixou de embarcar 100 mil sacas. O exportador tem feito sua parte, respeitando as agendas, deixando as cargas prontas, despachadas e com a documentação toda organizada, porém muitas vezes a carga é ‘rolada’ para o próximo navio. O segmento está organizado para atender o mercado importador, porém, devido aos problemas logísticos da navegação não tem conseguido fazer isso com assiduidade”, declara Nelson Carvalhaes, presidente do Cecafé.

Carvalhaes complementa ainda que o Cecafé tem mantido contatos constantes com a Antaq – Agência Nacional de Transportes Aquaviários, para que providências sejam tomadas no sentido de resolver essa situação e normalizar o fluxo da exportação de café do país.

Diferenciados

Em relação aos cafés diferenciados, no ano civil, o Brasil exportou 4,2 milhões sacas, uma participação de 17,6% no volume total do café exportado, e 21,4% da receita cambial. Em relação ao mesmo período de 2017, o volume representou um crescimento de 22,5%.

Os principais destinos no período foram: Estados Unidos, responsável por 20% (832 mil sacas); seguido pela Bélgica, com 13,4% (559 mil sacas); Alemanha, com 13,4% (557 mil sacas); Japão, com 8,5% (351 mil sacas); Itália, com 7,6% (317 mil sacas); Reino Unido, com 5,9% (246 mil sacas) e Suécia, com 3,1% (128 mil sacas).

Fonte: Cepea e Cecafé.

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