Cai venda de defensivos agrícolas

Vendas gerais caíram 1% em 2016, em relação a 2015. Comparativamente a 2014, queda foi de 22%

Em 2016, o setor de defensivos agrícolas apresentou recuo de 1% nas vendas, atingindo US$ 9,56 bilhões, contra US$ 9,6 bilhões em 2015. A retração é mais significativa quando comparada ao ano de 2014, registrando uma queda acumulada de 22% no período.

A exemplo dos dois anos anteriores, “os fatores que contribuíram para esse resultado foram: desvalorização do Real, produtos ilegais – que já atingem níveis expressivos –, queda de preços, nível de incidência de pragas nas lavouras e novas tecnologias de controles”, comenta Silvia Fagnani, Diretora Executiva do Sindiveg.

“As previsões para 2017 são cautelosas com tendência de queda por conta dos produtos ilegais, dos estoques e do risco de crédito da indústria”, complementa.

Classes de produto – Devido à complexidade agrícola em um clima tropical que favorece doenças como a ferrugem da soja, cada vez mais agressiva, os fungicidas passaram a ser a classe de produtos mais comercializada no país em 2016, respondendo por 33% do mercado. Os herbicidas representaram 32,5% das vendas e, dentro desta classe, os seletivos tiveram ligeiro incremento devido às plantas daninhas de difícil controle principalmente na cultura da soja.

Os inseticidas, que até então eram a classe mais comercializada, apresentaram queda de quase 12% em comparação ao ano de 2015, atingindo pouco mais de 29% do total de vendas. Apesar da demanda crescente do uso desses produtos para tratamento de sementes e no campo – devido à incidência de pragas –, esse segmento do mercado vem sofrendo impacto com a comercialização ilegal de produtos.

Vendas por Estado e cultura – Os principais Estados com maior comercialização de produtos continuam sendo o Mato Grosso, seguido por São Paulo, Paraná e Rio Grande do Sul. Basicamente todos com a mesma participação percentual em 2015 e 2016.

Dentre as principais culturas de maior investimento do produtor, seguem na liderança a soja, milho, cana-de-açúcar e algodão.

Importações – A importação do setor atingiu 414.975 toneladas no ano passado e apresentou crescimento de 5,72% em relação ao ano anterior.

Com 85% do total de produtos importados, a classe que apresentou maior aumento percentual nas importações foi a dos fungicidas, 59,72%, atingindo 94.126 toneladas. O fato se deve à ferrugem da soja, bem como ao clima que, devido às chuvas, favoreceu a aparição de doenças fúngicas nas lavouras, em especial na região Centro Oeste e Matopiba (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia).

Já a classe dos herbicidas cresceu 3,76% em relação a 2015, mas é a maior em quantidade importada com 242.775 toneladas.

Assim como em 2015, os inseticidas apresentaram maior queda percentual no volume importado em 2016, 22,87%, caindo de 91.157 toneladas em 2015 para 70.309.


Países – Em 2016, a China permaneceu na liderança com 32,75% do total importado, seguida pelos Estados Unidos com 17,51%. A Índia foi a responsável por 11,95%, seguida da Argentina (4,99%), Inglaterra (4,27%), Israel (4,20%) e Alemanha (3,60%).

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Sou pecuarista e esse frigorífico é meu

Leia a Revista DBO que encerra o ano de 2020. Ela conta a mais nova façanha da Cooperaliança, a primeira cooperativa a verticalizar a cadeia da carne bovina, além de trazer outras 25 reportagens e artigos.

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