Calmaria no mercado do boi gordo, que abre a semana com preços estáveis, informa a Scot Consultoria

Macho terminado continua valendo R$ 317/@ em SP, enquanto a vaca e a novilha gordas são negociadas por R$ 284/@ e R$ 304/@, respectivamente

Depois dos avanços registrados na última semana, o mercado do boi gordo em São Paulo abriu a segunda-feira (4/7) em ritmo lento, com os preços da arroba estáveis em relação aos valores da última sexta-feira, informa a Scot Consultoria.

Com isso, o macho terminado destinado ao mercado interno paulista continua valendo R$ 317/@, enquanto a vaca e a novilha gordas são negociadas por R$ 284/@ e R$ 304/@, respectivamente (preços brutos e a prazo).

Bovinos com padrão para atender o mercado da China (abatidos mais jovens, geralmente abaixo de 30 meses de idade) estão sendo vendidos por R$ 330/@ em São Paulo, acrescenta a Scot.

Segundo a IHS Markit, a primeira semana de julho começa com as indústrias brasileiras e os pecuaristas ausentes das negociações envolvendo boiadas gordas.

SAIBA MAIS | Agrifatto: média nacional das escalas de abate se mantém em 8 dias úteis pela 3ª semana consecutiva

Como de praxe, antes de definir as melhores estratégias de compras da matéria-prima para os próximos dias da semana, os frigoríficos ainda contabilizam os resultados das vendas de carne bovina no mercado atacadista durante o primeiro final de semana do mês, relata a IHS.

Os pecuaristas, por sua vez, observam as condições de preços atuais e aguardam a retomada da demanda por gado gordo, na tentativa de conseguir novos patamares de preços, acrescenta a consultoria.

Na avaliação da IHS, a oferta de boiada gorda deve registrar forte redução ao longo do mês de julho, refletindo a menor disponibilidade de animais oriundos do primeiro giro de confinamento deste ano.

“Observa-se que os negócios atuais envolvem alguns lotes de confinamento, porém, são operações pontuais, ocorridas geralmente por meio de parcerias entre invernistas e frigoríficos, de modo a mitigar e diluir custos e riscos”, informa a IHS.

Essas parcerias entre pecuaristas e os abatedouros, diz a IHS, ocorrem sobretudo nas praças do Mato Grosso do Sul, Goiás e São Paulo, localidades onde a oferta de animais terminados a pasto está praticamente exaurida.

Segundo a IHS, diante do esgotamento iminente da existência de animais confinados no primeiro giro, a oferta de boiada gorda tende a ficar ainda mais enxuta nas próximas semanas, só melhorando a partir de setembro/22, quando está previsto a entrada de animais advindos do segundo giro de engorda no cocho.

Na opinião da IHS, neste momento, os invernistas brasileiros apontam para uma maior intenção em efetuar o confinamento no segundo giro do ano.

Segundo os analistas, os custos da ração estão mais baixos em relação aos registrado no primeiro semestre do ano, devido às recentes quedas nos preços do milho e do farelo.

Além disso, observa a IHS, os valores dos animais de reposição também estão queda (reflexo da mudança de ciclo pecuário), o que garante aos confinadores margens operacionais mais atrativas e de menor risco.

VEJA TAMBÉM | Mercado físico do boi gordo em alta, mas os preços futuros recuam; entenda os motivos

No mercado futuro, informa a IHS, os preços do boi gordo ainda permanecem em patamares superiores aos praticados no mercado físico, acima de R$ 330 por arroba, garantindo margens remunerativas e indicando que, apesar da previsão de melhora da atividade de confinamento, a oferta de boiadas no segundo semestre ainda será enxuta.

No mercado atacadista, os resultados no primeiro final de semana de julho não mostraram alterações significativas em relação ao consumo de carne bovina.

“A demanda pelos cortes bovinos permaneceu fraca e instável”, informa a IHS, acrescentando que a entrada de massa salarial ao longo da semana pode estimular o consumo interno da proteína.

Além disso, proteínas concorrentes (suínos e frango) registraram aumentos nos preços, reduzindo a competitividade em relação à carne bovina.

Cotações máximas de machos e fêmeas desta segunda-feira, 4 de julho
(Fonte: IHS Markit)

SP-Noroeste:

boi a R$ 320/@ (prazo)
vaca a R$ 280/@ (prazo)

MS-Dourados:

boi a R$ 305/@ (à vista)
vaca a R$ 290/@ (à vista)

MS-C.Grande:

boi a R$ 305/@ (prazo)
vaca a R$ 280/@ (prazo)

MS-Três Lagoas:

boi a R$ 300/@ (prazo)
vaca a R$ 280/@ (prazo)

MT-Cáceres:

boi a R$ 295/@ (prazo)
vaca a R$ 276/@ (prazo)

MT-Tangará:

boi a R$ 295/@ (prazo)
vaca a R$ 276/@ (prazo)

MT-B. Garças:

boi a R$ 290/@ (prazo)
vaca a R$ 275/@ (prazo)

MT-Cuiabá:

boi a R$ 290/@ (à vista)
vaca a R$ 277/@ (à vista)

MT-Colíder:

boi a R$ 285/@ (à vista)
vaca a R$ 270/@ (à vista)

GO-Goiânia:

boi a R$ 305/@ (prazo)
vaca R$ 285/@ (prazo)

GO-Sul:

boi a R$ 305/@ (prazo)
vaca a R$ 280/@ (prazo)

PR-Maringá:

boi a R$ 310/@ (à vista)
vaca a R$ 280/@ (à vista)

MG-Triângulo:

boi a R$ 310/@ (prazo)
vaca a R$ 270/@ (prazo)

MG-B.H.:

boi a R$ 295/@ (prazo)
vaca a R$ 280/@ (prazo)

BA-F. Santana:

boi a R$ 285/@ (à vista)
vaca a R$ 275/@ (à vista)

RS-Porto Alegre:

boi a R$ 330/@ (à vista)
vaca a R$ 300/@ (à vista)

RS-Fronteira:

boi a R$ 330/@ (à vista)
vaca a R$ 300/@ (à vista)

PA-Marabá:

boi a R$ 292/@ (prazo)
vaca a R$ 282/@ (prazo)

PA-Redenção:

boi a R$ 292/@ (prazo)
vaca a R$ 282/@ (prazo)

PA-Paragominas:

boi a R$ 292/@ (prazo)
vaca a R$ 280/@ (prazo)

TO-Araguaína:

boi a R$ 290/@ (prazo)
vaca a R$ 280/@ (prazo)

TO-Gurupi:

boi a R$ 280/@ (à vista)
vaca a R$ 270/@ (à vista)

RO-Cacoal:

boi a R$ 280/@ (à vista)
vaca a R$ 270/@ (à vista)

RJ-Campos:

boi a R$ 290/@ (prazo)
vaca a R$ [email protected] (prazo)

MA-Açailândia:

boi a R$ 285/@ (à vista)
vaca a R$ 270/@ (à vista)

Compartilhe
WhatsApp
Facebook
Twitter
LinkedIn
Telegram
Email

Revista DBO | Nova revolução no cocho

VEJA os destaques da edição de agosto e o Especial Confinamento; na capa, com quase nada ou zero volumoso, a chamada ‘dieta fast’ ganha os cochos, melhora o desempenho dos animais e simplifica as operações.

Revista DBO | Nova revolução no cocho

VEJA os destaques da edição de agosto e o Especial Confinamento; na capa, com quase nada ou zero volumoso, a chamada ‘dieta fast’ ganha os cochos, melhora o desempenho dos animais e simplifica as operações.

Publieditorial

2742961

Newsletters DBO

Os destaques do dia da pecuária de corte, pecuária leiteira e agricultura diretamente no seu e-mail.