Câmbio e guerra comercial puxam preço do milho no Brasil

Valor médio do grão negociado em Campinas apresentou alta de 2,1% na última semana, aponta Cepea

A alta do dólar ante o real em meio ao acirramento da guerra comercial entre EUA e China contribuíram para alta nas cotações da soja e do milho no mercado interno brasileiro na última semana, segundo observa o Cepea em boletim de mercado divulgado nesta segunda-feira, 12 de agosto.

“A recente desvalorização da moeda chinesa frente ao dólar encarece as aquisições de produtos norte-americanos por parte da China, deslocando compradores de commodities agrícolas para o Brasil”, afirmam os pesquisadores da instituição. Segundo eles, a maior demanda chinesa pela soja brasileira também foi favorecida pela desvalorização do real frente ao dólar.

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Nesse cenário, entre 2 e 9 de agosto, o Indicador Esalq/BM&FBovespa para a soja em Paranaguá (PR) registrou alta de 4,2%, para R$ 83,58 a saca, enquanto o Indicador CEPEA/ESALQ para a soja no Paraná avançou 4,3%, para R$ 77,53 a saca. No caso do milho, o Indicador Esalq/BM&FBovespa para o grão negociado em Campinas apresentou alta de 2,1%, fechando a R$ 36,61 a saca de 60 quilos na sexta-feira.

Ainda de acordo com o Cepea, o cenário de alta de preços associado às estimativas de produção e exportação recordes em 2018/19 contribuem para deixar vendedores e compradores retraídos no mercado interno. Enquanto os produtores de milho aguardam novas altas, do lado da demanda, os processadores têm se mostrado abastecidos para o curto prazo, atentos às entregas de produtos contratados.

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