Canadá investiga origem de certificados falsos de exportação de carne

Episódio obrigou Canadá a suspender todos os embarques de carne para Pequim

O ministro de Comércio do Canadá, Jim Carr, prometeu nesta quarta-feira, 26, descobrir a fonte de certificados canadenses de exportação falsos, dizendo que isso representa mais um golpe para produtores rurais canadenses. O surgimento dos documentos falsificados obrigou o Canadá a atender a uma solicitação de Pequim para suspender todos os embarques de carne que tinham como destino a China.

No ano passado, as exportações canadenses de carne suína e bovina para o país asiático totalizaram mais de US$ 450 milhões. “Há alguém por aí falsificando certificados de exportação canadenses porque acha que é de seu interesse fazer isso. É um crime, e vamos chegar ao fundo da questão”, disse o ministro à CTV Television Network. “Queremos normalizar as exportações para a China o mais rápido possível.”

Há uma tensão diplomática entre os dois países desde que autoridades canadenses prenderam, em dezembro do ano passado, a diretora financeira da companhia chinesa Huawei, Meng Wanzhou, a pedido do governo dos Estados Unidos. Após a prisão da executiva, a China prendeu dois cidadãos canadenses alegando questões de segurança nacional, proibiu a importação de canola canadense e adotou maior rigor na inspeção de produtos agrícolas importados do Canadá.

A China é segundo maior mercado para produtos agrícolas canadenses. Na semana passada, Pequim tinha suspendido a importação de carne suína de uma terceira empresa canadense, com o argumento de que haviam sido encontrados vestígios de um aditivo alimentar, a ractopamina, em um carregamento de carne suína congelada. A ractopamina é proibida na China, mas permitida pelo Departamento de Segurança Alimentar do Canadá.

As duas proibições anteriores estavam relacionadas a problemas de rotulagem. Uma investigação subsequente realizada por autoridades canadenses descobriu o uso de certificados de exportação falsificados, o que os chineses descreveram como uma “clara brecha de segurança” nas inspeções canadenses de carne destinada ao exterior.

Segundo Carr, autoridades não têm certeza sobre a origem da carne com ractopamina. Ele observou que fiscais no Canadá nunca permitiriam o embarque de carne suína para a China se soubessem da presença do aditivo. Representantes da embaixada chinesa em Ottawa não responderam imediatamente a solicitações para comentar o assunto.

O Conselho de Carne do Canadá, grupo que representa frigoríficos, disse estar preocupado com as perdas financeiras geradas pela suspensão, mas observou que vai tentar conseguir outros mercados para a carne canadense.

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Sou pecuarista e esse frigorífico é meu

Leia a Revista DBO que encerra o ano de 2020. Ela conta a mais nova façanha da Cooperaliança, a primeira cooperativa a verticalizar a cadeia da carne bovina, além de trazer outras 25 reportagens e artigos.

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