CAPA: Na Fazenda Bom Jardim eficiência vem de berço

Com combo tecnológico, jovem produtor quintuplica produção de carne e reduz área de pastagem em 87%

A reportagem de capa de fevereiro conta a história do jovem produtor Guilherme Gonçalves Fonseca. Aos 28 anos, já comanda um grande projeto pecuário, que abrange três propriedades de sua família no Estado de São Paulo, uma dedicada à terminação e as outras duas à cria/recria. Com ousadia e muita dedicação, Guilherme mudou radicalmente o sistema de produção da fazenda. O projeto, alicerçado sobre quatro pilares – pastejo rotativo, suplementação, ILP e confinamento – garantiu um salto de produtividade. Em 2012, quando pegou o bastão das mãos do avô, José William Gonçalves, o desfrute nas três propriedades era de 1.000 cab/ano. Hoje está em 5.000 cab/ano. Tudo isso reduzindo a área de pastagem em 87%.

Tudo começou na Fazenda Bom Jardim, a menor das três (260 ha). Inicialmente voltada exclusivamente à recria, essa propriedade trabalha hoje com cria e recria, no sistema de rotacionado com manejo de “desponte e repasse”. À frente vão os lotes de recria, que constituem apenas 30% da carga alojada, mas são mais exigentes do ponto de vista nutricional e, por isso, têm o privilégio de comer a ponta do capim. Em seguida vêm as vacas com bezerro ao pé (70% da lotação), fazendo o repasse. A propriedade desempenhou um papel fundamental no projeto ao servir como “demonstrativo” para provar o potencial do pastejo rotacionado. “A partir daí teria mais facilidade para convencer os demais membros da família a implantar o modelo nas outras propriedades”, conta o produtor.

Foi o que aconteceu. Após demonstrar a viabilidade da intensificação da recria, Guilherme iniciou o processo na segunda maior fazenda da família, a Cachoeira. Separou 230 ha para montagem de um único módulo de rotacionado, subdividido em 12 piquetes. Os demais 1.300 ha agricultáveis da propriedade foram arrendados para produção de soja, amendoim, melancia, abóbora e mandioca. O ciclo se fecha com o confinamento da Fazenda Santa Helena, destino final dos garrotes recriados na Bom Jardim e Cachoeira.

A propriedade abriga duas áreas destinadas à integração lavoura-pecuária, que se encaixam como uma luva no sistema de produção da fazenda.
O confinamento é um capítulo à parte. Responsável pela planta, Ricardo Burgi, da Bürgi Consultoria, de Piracicaba, SP, desenhou um canal central para coleta de dejetos, disposto no meio da instalação. Como os piquetes de engorda são levemente inclinados, as fezes e urina dos animais escorrem naturalmente por gravidade até uma “faixa de raspagem”, onde o trator transita para “empurrar” o material com o auxílio de uma lâmina frontal. Os dejetos são utilizados na fertirrigação de uma área de Tanzânia, destinada à produção de silagem. “Acredito que conseguiremos reduzir em 50% os custos com adubação”, afirma Burgi. A silagem de capim é fundamental para o projeto pecuário. “O volumoso é a válvula de segurança do sistema”, define. Veja mais na reportagem de capa de DBO do mês de fevereiro.

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