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Carne bovina: Acordo entre UE-EUA enfraquece concorrentes na Europa

Norte-americanos conseguem abocanhar a maior parte da cota de importação isenta de tarifas

A União Europeia (UE) concordou em fornecer aos Estados Unidos uma cota específica para importações de carne bovina norte-americana de alta qualidade, informa o portal australiano Beef Central. A decisão resolve uma disputa comercial histórica entre as duas potências, mas reduz a participação de outros países exportadores de carne bovina ao bloco europeu, incluindo a Austrália, Nova Zelândia, Argentina e Uruguai.

Os detalhes do acordo, segundo a Beef Central, indicam que os EUA receberão da UE uma cota inicial de 18.500 toneladas, dentro de uma cota total de 45.000 toneladas destinadas para todos os países fornecedores. Nos próximos sete anos, a cota aos norte-americanos subirá para 35.000 toneladas. A carne embarcada dentro da cota de 45.000 toneladas é isenta de tarifas. A data inicial de vigência do novo acordo não foi informada.

A Austrália continuará a acessar o restante da cota da UE (agora de 26.500 toneladas) juntamente com outros fornecedores, como Nova Zelândia, Argentina e Uruguai. A cota europeia é preenchida por ordem de chegada e a Austrália garantiu recentemente cerca de um terço do mercado anual, ou cerca de 13.000 toneladas por ano.

Embora pequeno em volume, o mercado da UE é altamente vantajoso para os exportadores – em valores por tonelada, representa o preço mais alto pago pela carne embarcada pela Austrália, que faturou US $ 238 milhões no ano passado com as vendas ao bloco europeu.

O governo australiano reagiu com decepção às notícias sobre o novo acordo comercial. “Estamos profundamente decepcionados com o fato de as exigências dos EUA terem resultado na redução da cota da UE para os produtores de carne bovina australianos”, disse o ministro do Comércio, Simon Birmingham, em comunicado à Beef Central.

O novo acordo significa que, nos próximos sete anos, Austrália, Nova Zelândia, Argentina e Uruguai irão disputar uma parcela cada vez menor da cota, culminando em escassos 10.000 toneladas, enquanto a participação dos EUA aumentará para 35.000 toneladas.

O Conselho de Gado da Austrália (CCA) disse que, agora, aumenta a urgência de garantir um Acordo de Livre Comércio Austrália-UE. “Este resultado, embora de certa forma esperado, é decepcionante e mostra a importância de trabalhamos duro para garantir o acordo com o bloco europeu”, disse o presidente da CCA, Tony Hegarty.

Os EUA são um importante concorrente da Austrália em vários mercados compradores de carne bovina de alta qualidade, mas também são um cliente significativo para as exportações australianas da proteína vermelha.

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