Carne bovina: exportações dos Estados Unidos crescem 33% em março/22

A alta na receita, que marcou recorde de US$ 1,07 bilhão, se deu sobre o valor obtido em mar/21, revela a Federação de Exportação de Carne dos EUA

As exportações de carne bovina dos Estados Unidos atingiram receita recorde em março/22, alcançando US$ 1,07 bilhão, o que significou avanço de 33% sobre o valor obtido em igual mês de 2021, informou nesta quinta-feira (12/5) a Federação de Exportação de Carne dos EUA (USMEF, na sigla em inglês), com base nos dados mais recentes divulgados pelo Departamento de Agricultura

Em volume, os embarques norte-americanos de carne bovina totalizaram 126,3 mil toneladas em março/22, com ligeiro aumento de 1% sobre março/21 – foi o terceiro maior volume já registrado na história, segundo a USMEF.

No acumulado de janeiro a março deste ano, as vendas externas de carne bovina dos EUA cresceram 6%, para 353,8 mil toneladas, avaliadas em pouco mais de US$ 3 bilhões (avanço de 41%), em relação ao primeiro trimestre do ano passado.

“Além dos compradores principais de carne bovina dos EUA (Coreia do Sul, Japão e Taiwan), a demanda pela proteína é muito forte na China/Hong Kong e nos principais mercados latino-americanos”, disse o CEO da USMEF, Dan Halstrom, que também destacou a “impressionante” recuperação das exportações para o Oriente Médio.

Halstrom alertou que os resultados obtidos no primeiro trimestre de 2022 ainda não refletem totalmente o impacto dos recentes bloqueios no comércio impostos pela China, devido ao avanço da Covid-19 em importantes cidades chinesas.

“Esses obstáculos provavelmente terão um impacto maior nos dados de exportação de abril/22 e maio/22”, relatou Halstrom.

O executivo também observou que, embora a demanda internacional pela carne bovina dos EUA tenha avançado nos três primeiros meses do ano, a inflação global representa um potencial vento contrário ao viés atual de crescimento.

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Segundo ele, os consumidores de todo o mundo mostraram o quanto valorizam a qualidade da carne bovina dos EUA, mas a renda disponível das populações está sob pressão crescente, devido aos avanços nos preços do petróleo/energia e outras necessidades básicas.

Carne suína – As exportações norte-americanas de carne de porco atingiram em março/22 o maior patamar deste ano, mas com resultados bem abaixo do recorde registrado em março de 2021.

No total, os embarques de carne suína alcançaram 222,6 mil toneladas, o maior volume desde novembro/21, mas quase 25% abaixo do volume recorde alcançado há um ano.

Em receita, as exportações de carne de porco somaram US$ 615,3 milhões em março/22, também o maior valor desde novembro, mas com queda de 23% em relação ao ano anterior.

No acumulado do primeiro trimestre, os embarques de carne suína dos EUA caíram 20% em relação ao mesmo período do ano anterior, para 629,9 mil toneladas, avaliadas em US$ 1,71 bilhão (queda de 17% considerando igual base de comparação).

“Embora as exportações de carne suína tenham caído significativamente em relação ao recorde do ano passado, vimos algumas boas tendências nos resultados de março”, disse Halstrom, que completa: “o produto norte-americano obteve um preço por libra acima do valor registrado em março/21”.

Além disso, destaca o executivo, os dados de março/22 apontaram uma demanda excepcional do México e crescimento no valor dos embarques em mercados-chave, como Coreia do Sul e República Dominicana.

“O dólar mais forte cria mais pressão sobre os preços em alguns destinos, mas isso será compensado até certo ponto pela redução da diferença de preços entre a carne suína dos EUA e da Europa”, observou.

Halstrom acrescentou que os exportadores de carne suína, bovina e ovina continuam enfrentando obstáculos logísticos e atrasos ao transportar produtos para o exterior.

“A situação é especialmente desafiadora para embarques de carne refrigerada para os principais mercados asiáticos”, disse ele.

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A China adotou uma abordagem decididamente diferente aos surtos de Covid-19, impondo recentemente bloqueios em vários grandes centros populacionais, relata Halstrom.

No entanto, continua ele, esses entraves na China provavelmente terão um impacto mais significativo nos resultados das exportações do segundo trimestre. (Com informações obtidas por meio de dados disponíveis no site da Federação de Exportação de Carne dos EUA-USMEF).

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