Com escalas confortáveis, frigoríficos saem de cena e pecuaristas miram 2021

Scot e IHS Markit apontam que preços da arroba seguem tendência de baixa, refletindo a morosidade dos negócios nas principais regiões de pecuária

Ao longo das próximas semanas, os frigoríficos brasileiros devem continuar testando preços mais baixos no mercado interno do boi gordo, mas devem encontrar uma oferta cada vez menor de animais terminados, limitando as oscilações de preços na segunda metade do mês, prevê a Scot Consultoria.

Nesta quinta-feira (17/12), o valor da boiada gorda recuou mais R$ 2/@ na praça paulista, na comparação diária, para R$ 255/@, preço bruto e à vista, de acordo com levantamento diário da Scot. A vaca gorda teve queda de R$ 1/@, cotada em R$ 242/@, enquanto que o valor da novilha recuou R$ 2/@, para R$ 253/@. Para machos que atendem ao mercado externo, ocorrem negócios até R$ 5/@ acima dos preços atuais de mercado, informa a Scot.

Veja ao final deste texto os preços desta quinta-feira (17/12) de machos e fêmeas terminados nas principais praças pecuárias do País.

Segundo a IHS Markit, de maneira geral, muitas indústrias já estão entrando em período de recesso, o que explica a morosidade no volume de negócios de boiadas gordas. “Os frigoríficos reduziram consideravelmente a capacidade de abate de suas plantas, com muitos casos de paralisação (férias coletivas)”, informa a consultoria. Diante das grandes dificuldades na originação de animais e de repasse pleno dos custos ao atacado, o afastamento das indústrias foi uma forma de tentar conciliar os altos custos da matéria-prima e mitigar os impactos negativos nas margens operacionais, acrescenta a IHS.

Além disso, grande parte dos pecuaristas também não tem mais grandes volumes de animais para ofertar aos compradores. “Já não há grandes carregamentos de animais para comercialização e muitos pecuaristas que ainda dispunham de alguma oferta remanescente de gado terminado no cocho (segundo giro de animais) já esvaziaram os seus confinamentos, passando a focar as atenções nos preparativos para 2021”, relata a IHS.

Paralelamente, a retração das exportações da proteína bovina neste mês de dezembro também colabora para fragilidade nos preços do boi gordo.

Giro pelas praças

No interior paulista, os preços se acomodaram, mas novas baixas foram observadas em Minas Gerais, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Pará, segundo dados apurados pela IHS Markit. Nessas regiões, informa a consultoria, as escalas de abate das indústrias estão preenchidas até a semana do Ano Novo e os frigoríficos que ainda possuem lacuna tentam novas efetivações a preços mais baixos.

No Norte e Nordeste do País, a pressão baixista voltou, com negócios efetivados com ajustes negativos no Maranhão, Tocantins e Pará.

Atacado registra queda

Com a inconsistência da reposição de carne entre atacado e varejo, além da forte queda nos valores das proteínas concorrentes (frango e suínos), os preços dos principais cortes bovinos voltaram a cair nesta quinta-feira, aponta a IHS.

No dia anterior, de acordo com levantamento da consultoria Agrifatto, os peços da carcaça casada bovina passaram a ser negociados entre R$ 15,80 a R$ 16/kg no atacado de São Paulo, o que acarretou em baixa média de 3% na comparação semanal e queda mensal acumulada de 13%. “Enquanto isso, no varejo, o que se observa é o acumulo de estoques, o que dá sustentação às reduções no atacado”, acrescenta a Agrifatto.

Confira as cotações desta quinta-feira, 17 de dezembro, segundo dados da IHS Markit:

SP-Noroeste:

boi a R$ 258/@ (prazo)
vaca a R$ 248/@ (prazo)

MS-Dourados:

boi a R$ [email protected] (à vista)
vaca a R$ 231/@ (à vista)

MS-C. Grande:

boi a R$ 243/@ (prazo)
vaca a R$ 2336/@  (prazo)

MS-Três Lagoas:

boi a R$ 243/@ (prazo)
vaca a R$ 231/@ (prazo)

MT-Cáceres:

boi a R$ [email protected] (prazo)
vaca a R$ [email protected] (prazo)

MT-Tangará:

boi a R$ [email protected] (prazo)
vaca a R$ 231/@ (prazo)

MT-B. Garças:

boi a R$ 241/@ (prazo)
vaca a R$ 231/@ (prazo)

MT-Cuiabá:

boi a R$ 239/@ (à vista)
vaca a R$ 230/@ (à vista)

MT-Colíder:

boi a R$ 232/@ (à vista)
vaca a R$ 226/@ (à vista)

GO-Goiânia:

boi a R$ 246/@ (prazo)
vaca R$ 238/@  (prazo)

GO-Sul:

boi a R$ 246/@ (prazo)
vaca a R$ 236/@ (prazo)

PR-Maringá:

boi a R$ 236/@ (à vista)
vaca a R$ 238/@  (à vista)

MG-Triângulo:

boi a R$ 250/@ (prazo)
vaca a R$ 241/@ (prazo)

MG-B.H.:

boi a R$ 253/@ (prazo)
vaca a R$ 243/@ (prazo)

BA-F. Santana:

boi a R$ 251/@ (à vista)
vaca a R$ 241/@ (à vista)

RS-Porto Alegre:

boi a R$ 249/@ (à vista)
vaca a R$ 237/@ (à vista)

RS-Fronteira:

boi a R$ 249/@ (à vista)
vaca a R$ 237/@ (à vista)

PA-Marabá:

boi a R$ 248/@ (prazo)
vaca a R$ 243/@ (prazo)

PA-Redenção:

boi a R$ [email protected] (prazo)
vaca a R$ 243/@ (prazo)

PA-Paragominas:

boi a R$ 258/@ (prazo)
vaca a R$ 255/@ (prazo)

TO-Araguaína:

boi a R$ 243/@ (prazo)
vaca a R$ [email protected] (prazo)

TO-Gurupi:

boi a R$ 246/@ (à vista)
vaca a R$ 241/@ (à vista)

RO-Cacoal:

boi a R$ 230 (à vista)
vaca a R$ 221/@ (à vista)

RJ-Campos:

boi a R$ 253/@ (prazo)
vaca a R$ 238/@ (prazo)

MA-Açailândia:

boi a R$ 256/@ (à vista)
vaca a R$ 241/@ (à vista)

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