Como de fato o agronegócio funciona?

Por João Pascoalino, coordenador técnico e de pesquisa do CESB, o Comitê Estratégico Soja Brasil

Por João Pascoalino

No agronegócio, um dia nunca é igual ao outro, logo estamos em plenas transformações. O clima com suas anomalias de safra a safra, os cultivares e suas alterações genéticas, o solo e suas mudanças de propriedades e características, os produtores e suas constantes mudanças de propósito, as demandas do mercado e suas fiéis alterações, os concorrentes e as necessidades de adaptações, dentre outras milhares de possibilidades de transformações.

A verdade é, que nesse “vai e vem”, “sobe e desce” etc, quem não se mover, quem não tiver curiosidade, quem for o oposto de inquieto, com certeza, ficará anos luz para trás, já que  o processo de evolução do agro é rápido, é fatal e não possibilita ficar na zona de conforto.

Neste cenário, várias são as mudanças, podendo elas afetar direta ou indiretamente o sucesso do processo produtivo, entretanto, de forma unânime, os esforços sempre serão para a logística que pleiteia o sucesso sem possibilidades de dar chance para o fracasso, porque o agro não pode errar e quem está envolvido e comprometido com ele herdou esta responsabilidade também.

Porque é o agro, que de fato, movimenta a roda e não deixa o sistema parar, o que completa a engrenagem e possibilita um processo com vários fatores de sucesso, harmonioso, contínuo e também sustentável, o que mantém, em partes, uma significativa parcela de responsabilidade de manter um gigante continental, como o Brasil, suportar condições de adversidades, tal como os produtores de Norte a Sul enfrentam a cada safra, logo o sucesso de um reflete a imagem do outro.

Como em números podemos simplificar esta harmoniosa parceria agronegócio e Brasil? Em 19 anos, o agro cresceu cinco vezes mais do que qualquer outra atividade no Brasil, atualmente representa um quarto (1/4) do PIB, quase metade das exportações nacionais, de cada três empregos gerados um vem do agro e tudo isso, obtido utilizando pouco mais de 30% do território brasileiro para atividades agrícola e o restante preservado. Detalhe, hoje soma-se o equivalente a 15 anos de produção industrial americana em estoque de carbono.

Vale destacar também a contribuição do agro no índice IDH em cidades onde a maior fonte de renda vem do agro.

Assim, é óbvia a conclusão, o agro funciona conectando o mais simples, o produtor e ou afins que se atentam a cada detalhe, que coloca a mão na massa, que olha de perto, que sabe que produtividade é diferente de produtividade com qualidade com o mais complexo, uma nação, um país e de acordo com estudiosos, esta conexão ultrapassa divisas, por que o Brasil terá responsabilidade de suprir o equivalente a 40% da demanda global de alimentos até o ano de 2050 e, nesta estimativa inclui demanda de mais de mais de 40 países.

O mundo ganha proporções assustadoras, mas nós temos terra, água, tecnologia e produtores dedicados, que são os pilares necessários para segurança alimentar do Brasil e do Mundo. A ordem e o progresso não irão tolerar o mais do mesmo, avante Brasil.

  • João Pascoalino, coordenador técnico e de pesquisa do CESB, o Comitê Estratégico Soja Brasil
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