Como identificar a diferença entre lesão vacinal e abscesso

Renato dos Santos dá dicas de manejo para não ter problemas na vacinação contra febre aftosa

Uma das preocupações dos produtores na época de vacinação contra a febre aftosa é com a reação vacinal. Mas, você sabe a diferença entre lesão vacinal e abscesso? Será que é a mesma coisa?

O diluente da vacina é por si só um produto que causa irritação no local de aplicação. Por isso, sempre teremos a formação de um edema que pode variar de tamanho. No entanto, em 95% dos casos, o edema regride sozinho sem causar dano à carcaça.

Mas é preciso estar atento! Isso só ocorrerá se a vacinação for feita de maneira correta, na região indicada – tábua do pescoço – e com agulha certa, tanto no comprimento quanto na espessura, com animal contido individualmente no equipamento e não no brete coletivo, sem a conhecida pressa.

Já o abscesso ocorre após a vacinação. É uma lesão com conteúdo chamado de pus, líquido espesso, que exige uma drenagem como tratamento. Ele causa muita dor no animal e só se forma por contaminação, ou seja, por falta de higiene e/ou outros descuidos.

Existe uma recomendação corriqueira que pode minimizar a incidência de abscessos que é a troca de agulhas a cada dez animais, ou ainda fazer a vacinação de forma individualizada, iniciativa que reduz ainda mais o risco de contaminação.

O ideal seria trocar a agulha a cada abastecimento e não a cada dez animais, pois a intenção é de não contaminar o conteúdo do frasco.

De forma prática: se o frasco contém 50 doses, retiro dez doses, aplico em alguns animais e abasteço novamente o aparelho sem trocar a agulha, com certeza houve contaminação no frasco. Por isso, só evitamos a contaminação de animal para o outro se trocarmos a agulha a cada um.

Como fazer então uma boa desinfecção das agulhas e do aparelho de aplicação? A resposta é simples: apenas com fervura. Nunca use desinfetante, iodo e ou qualquer outra substância química!

Esta pode ser uma solução simples, mas eficaz durante o período de vacinação que podemos e devemos implantar para diminuir os prejuízos.

Share on facebook
Facebook
Share on twitter
Twitter
Share on linkedin
LinkedIn
Share on pinterest
Pinterest
Share on pocket
Pocket
Share on whatsapp
WhatsApp
Share on skype
Skype
Share on email
Email
Share on telegram
Telegram
Share on facebook
Facebook
Share on twitter
Twitter
Share on linkedin
LinkedIn
Share on pinterest
Pinterest
Share on email
Email
Share on pocket
Pocket

Veja também:

Sudeste Asiático: que mercado é esse?

Coluna do Scot: Exportações brasileiras de carnes para essa região crescem rapidamente. De cinco anos para cá, as exportações de frango, carne bovina e de carne suína cresceram 32%.

Você precisa adquirir uma de nossas assinaturas.

Sobre o autor

Menu
Fechar Menu
×

Carrinho