Confinamento bovino cresce 5% em 2019

Segundo Maurício Velloso, presidente da Associação Nacional de Pecuária Intensiva, a engorda no sistema deve alcançar 3,6 milhões de animais

O ano de 2019 deve terminar com cerca de 3,6 milhões de bovinos confinados, estima o presidente da Associação Nacional de Pecuária Intensiva (Assocon), Maurício Velloso. A alta é 5% na comparação com  2018, de acordo com apuração feita pela entidade em 1,4 mil unidades de confinamento no País.

“Se somarmos a nossa análise com outras realizadas por frigoríficos e demais agentes do mercado, o avanço pode ficar entre 10% e 12% no comparativo anual”, afirma o executivo.

O período de recuperação tem como base o desempenho de 2018, abaixo da expectativa do setor. No ano passado, de acordo com o Anuário DBO 2019, houve uma certa frustração porque a expectativa era de um aumento de 12%. A rentabilidade do sistema foi de R$ 11,17 por arroba, queda de 136% na comparação com 2017 (confira os dados da Athenagro, na tabela abaixo).  Assim, foram confinados 3,4 milhões, 0,3% abaixo do desempenho de 2017.

Para este ano, Velloso explica que muitos pecuaristas não conseguiram se beneficiar da atual disparada nos preços da arroba. Isso porque não optaram pelo sistema no primeiro semestre do ano e, por consequência, hoje não há gado terminado para entregar. Além disso, no último bimestre, as chuvas vieram com atraso e postergaram a terminação dos animais a pasto para meados de janeiro, quando os preços da carne bovina tendem a arrefecer e afetar a capacidade de pagamento da indústria.

“A maior parte dos pecuaristas está vendo a arroba em patamar elevado, sem ter animais terminados porque não fez a lição de casa. A mensagem que fica deste ano é que as coisas precisam mudar e a tendência é que a aplicação de tecnologias que conferem produtividade sustentável aumente no ano que vem”, avalia.

A gestão de risco do negócio é outra medida ao setor. Velloso destaca que outras formas de intensificação na terminação do gado cresceram, como a suplementação no pasto, por exemplo. Isso tira a necessidade do pecuarista fechar o gado ou recorrer aos boitéis. “Não conseguimos mensurar os dados de modo preciso”, diz ele. “Mas seguramente o confinamento a pasto foi o grande salto do segmento no Brasil e praticamente dobrou em 2019.”

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