Após crise, construção civil amplia presença na Agrishow

Bons resultados do agronegócio atraem fabricantes de máquinas de construção civil para feira de tecnologia agrícola
Carregadeira da JCB tem 30% das suas vendas destinadas a produtores rurais (Foto: Divulgação)

A crise financeira de 2015 e a queda na atividade da construção civil foi um forte golpe no setor de maquinas. Fabricantes de tratores, carregadeiras, retroescavadeiras e outros equipamentos aplicados no setor sentiram na pele a retração da indústria de construção observada desde então e têm percebido, no agronegócio, um mercado promissor.

“Se a gente contasse só com a construção civil estava todo mundo perdido”, conta Ricardo F. Nery, gerente de produto da JCB do Brasil. A empresa, que surgiu do próprio segmento agro, participa da sua sétima edição na Agrishow e tem visto o interesse por suas máquinas de construção civil crescer entre produtores rurais. A participação do setor passou de 15% das vendas há cinco anos para cerca de 30%. “A participação da agricultura, independente da crise, ela sempre esteve crescendo, principalmente nos equipamentos de linha amarela”, explica Nery.

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A linha amarela da JCB envolve justamente as máquinas desenvolvidas para aplicação na construção civil. São retroescavadeiras, manipuladores, mini carregadeiras, entre outros. “A ideia da gente trazer os implementos aqui é justamente para mostrar esse crescimento. O pessoal está usando muito a pá carregadeira, por exemplo, que é para construção, na aplicação agrícola”, revela o gerente da JCB.

A carregadeira está entre os equipamentos da empresa mais populares entre os agricultores brasileiros, sendo aplicada para a abertura de valas e alimentação animal. De acordo com Etelson Hauck, também gerente de produto da JCB do Brasil, 10% das vendas de carregadeiras da empresa eram destinadas a clientes agrícolas em 2011. Em cinco anos, esse percentual triplicou: A cada 100 carregadeiras da JCB, 30 trabalham na agricultura atualmente.

“A carregadeira, a retroescavadeira e a escavadeira hidráulica, como são muito populares no Brasil, o produtor acabou as adaptando ao campo. Porque o trabalho que a carregadeira faz dentro de uma fazenda aqui no Brasil, por exemplo, fora do país, nos EUA ou na Europa, quem faz é um manipulador telescópico”, explica Hauck.

Também com 30% das suas vendas voltadas para o agronegócio, a japonesa Komatsu aposta pelo segundo ano consecutivo na Agrishow. “Quando o setor de construção teve uma queda de 70% em volume de 2014 para 2015, o setor agrícola se manteve. Falando da nossa linha, ela se manteve mais ou menos estável e com uma tendência ainda positiva. Então, com certeza, é um setor importante para todos os fabricantes”, ressalta Luciano do Amaral Rocha, gerente geral da equipe de construção civil da empresa.

De acordo com Rocha, o setor agrícola alcançou hoje quase o mesmo peso em vendas que o setor de construção. “Eu posso te afirmar tranquilamente que hoje eu vendo praticamente o mesmo número de máquinas para construção e para a agricultura”, revela o executivo. Mesmo sem uma divisão agrícola, a empresa tem investido em soluções que atendam ao produtor rural que adquire seus equipamentos. Entre elas, está o sistema de autolimpeza e radiadores mais potentes em pá carregadeiras usadas no trabalho com bagaço de cana.

“Não é pegar uma maquina de construção civil e adaptar ela pra agricultura. É identificar quais são as necessidades e inserir no projeto da maquina características que atendam ao setor”, explica Rocha. Ele conta que, somado à crise no setor de construção de civil, a empresa também passou por uma reestruturação em sua gestão nos últimos anos, o que incluiu aumentar a presença agronegócio.

“Na medida em que o setor agrícola passou a ganhar importância nos nossos negócios, nossa rede de distribuição nos ajudou a escutar a necessidade do cliente. A partir daí, o que a gente fez foi basicamente conectar essas necessidades à nossa engenharia”, explica o executivo, que espera um aumento de 51% nas vendas da Komatsu na Agrishow deste ano, alcançando faturamento de R$ 25 milhões a R$ 30 milhões.

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