Contrato de milho para maio traz a melhor relação de troca com boi dos últimos 30 dias

A cotação do contrato para o próximo mês já caiu quase 15% desde o pico registrado em 13 de março deste ano

A movimentação atual dos preços futuros do milho na bolsa de mercadorias B3 tem auxiliado os pecuaristas que buscam fazer proteção (hedge) de alta do grão, informa a consultoria Agrifatto. A cotação do contrato do milho com vencimento em maio de 2020 já caiu quase 15% desde o pico registrado em 13 de março passado, fechando na quinta-feira (16/04) a R$ 45,55/saca de 60 quilos.

“Quando confrontada com os preços futuros do boi gordo no mesmo período (maio/20), essa variação esperada para o cereal mostra a melhor relação de troca milho/boi dos últimos 30 dias, de 4,11 sc/@”, compara a Agrifatto. Ainda que não seja o cenário ideal, a desvalorização do cereal traz certo alívio para quem necessita adquiri-lo”, relata a consultoria.

No mercado físico, o milho fechou a quinta-feira, 16 de abril, valendo R$ 52,02/saca, o que significa desvalorização de quase 15% no período de 30 dias, de acordo com dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

Segundo a Agrifatto, essa pressão negativa sobre o valor do milho advém, principalmente da demanda, pois, o mercado ainda busca um norte sobre o seu comportamento, já que, nos EUA, a retomada no consumo ainda será lenta e a queda de braço entre Rússia e Arábia Saudita sobre os preços do petróleo diminuem a atratividade do etanol (principal subproduto do cereal nos EUA). “A grande questão é saber até onde irá o rally de baixa na bolsa de Chicago (CBOT), já há palpites de um milho a US$ 3/bu em um futuro próximo”, avalia a Agrifatto.

Mínimas históricas 

A junção de preço do petróleo em queda e produção do etanol reduzindo vem puxando as cotações do milho na bolsa de Chicago em mínimas históricas.

Nesta semana, o contrato futuro para maio/20 em Chicago atingiu US$ 3,19/bu, o menor patamar para um contrato corrente desde o dia 03/10/2006, ou seja, há mais de 13 anos, quando o milho foi cotado à US$ 3,15/bu.

“Ainda que o mercado brasileiro tenha sua própria dinâmica de negócios, a desvalorização do cereal norte-americano já está refletindo no solo brasileiro e deve continuar a impactar nas cotações por aqui”, prevê a Agrifatto

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