Estratégia de combate!

Agora que você já sabe como é o ciclo de vida do carrapato e os danos que ele causa aos animais, chegou a hora de conhecer seus pontos fortes e fracos. A partir daí, será possível traçar uma estratégia de Combate Certeiro, tema deste projeto desenvolvido em parceria com a Bayer. Se você não leu o primeiro capítulo clique aqui!

Pontos fortes

 
 

Quando as condições ambientais são favoráveis, o parasito se multiplica mais rapidamente na pastagem, aumentando a infestação nos bovinos. Ao visualizar os carrapatos adultos, em grande número, no rebanho, o produtor pensa que é o momento certo para controlá-los. Entretanto, combater o inimigo no momento em que ele está mais forte não apenas diminui as chances de êxito como aumenta os gastos com carrapaticidas, o que é indesejável, além de antieconômico.

Pontos fracos do inimigo

 
 

Quando as condições climáticas são desfavoráveis, o desenvolvimento do parasito é prejudicado, o que diminui o número de larvas na pastagem. Este é o período mais propício para combatê-lo. Ao atacar o parasito no estágio em que ele está mais fraco, as chances de sucesso aumentam. É o que os especialistas chamam de “controle estratégico”. O produtor gasta menos carrapaticida e aumenta suas chances de controlar esse terrível inimigo, que tanto prejuízo causa à pecuária.

Use o clima como seu aliado

As duas variáveis climáticas que mais influenciam na sobrevivência e multiplicação do carrapato no ambiente são a temperatura, principal fator regulador das populações do parasito, e a umidade.

As altas temperaturas ressecam os ovos e são letais para as larvas (micuins), que, mesmo tentando se esconder na face interna das folhas ou na base da planta, se desidratam mais rapidamente e morrem

 

O frio tem influência muito forte sobre o ciclo de vida do carrapato. Nas regiões onde o inverno é rigoroso, marcado por baixas temperaturas, a população do parasito diminui drasticamente, ou até mesmo desaparece.

 

A baixa umidade relativa do ar, que caracteriza os meses de seca no Brasil Central, prejudica o desenvolvimento do carrapato ao exercer papel semelhante ao das altas temperaturas sobre as larvas na pastagem.

Controle estratégico

Trata-se da concentração de banhos ou aplicações de carrapaticidas em períodos desfavoráveis ao desenvolvimento do carrapato na pastagem. Como essas condições variam de região para região, o controle estratégico deve ser regionalizado. Ao atuar “estrategicamente” sobre uma geração menos expressiva, consegue-se reduzi-la bastante, de modo a gerar cada vez menos descendentes nas gerações subsequentes.

 

Como o carrapato se comporta nas diferentes regiões

 

Centro-Oeste e Sudeste (acima de 800m)

Na maior parte do Sudeste e na região do Planalto Central ou Cerradão, em altitudes acima de 800 m, onde as temperaturas no verão não são tão altas, o fator de controle do carrapato é a umidade do ar, muito baixa durante a segunda metade da época seca, nos meses de julho, agosto e setembro.

 
 

Centro-oeste e Sudeste (abaixo de 400m)

Nas regiões mais baixas do Sudeste e Centro-Oeste, (altitudes inferiores a 400 m), o verão é marcado por chuvas e temperaturas altas. Embora essas condições sejam favoráveis à postura de ovos, essa época é ideal para o combate estratégico, pois as larvas não resistem ao forte calor dos meses de janeiro, fevereiro e março.
Período ideal para controle: janeiro a março

 

Sul

Única região do País onde o frio rigoroso tem forte influência sobre o carrapato, que chega a desaparecer nessa época. O controle, no entanto, deve ser feito na primavera e verão, quando a população é um pouco maior, pois os bezerros precisam ter algum contato com o parasito para desenvolver imunidade contra a Tristeza Parasitária.

 
 

Norte

Nessa região, as condições climáticas são favoráveis ao desenvolvimento do carrapato durante o ano inteiro, o que dificulta o controle do parasito. De modo semelhante ao que se dá no Cerrado, deve-se aproveitar os períodos ocasionais de umidade do ar mais baixa para se fazer as aplicações estratégicas e diminuir sua população.
Período ideal para controle: agosto a outubro

Confira o 2º capítulo da série publicada na Revista DBO de novembro 2018

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