NÃO DEIXA O INIMIGO VOLTAR!

O quinto fascículo deste projeto de DBO, conduzido em parceria com a Bayer, é dedicado às medidas complementares de controle do carrapato, que visam manter a infestação  em níveis baixos.  Monitorar o inimigo é fundamental, porque ele está sempre à espreita, aguardando somente uma brecha para contra-atacar. Todo cuidado é pouco!Se você não leu os primeiros capítulos clique aqui!

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Medidas auxiliares de controle

Trate os animais recém-adquiridos

Animais vindos de outras propriedades devem ser tratados com carrapaticidas ainda no curral e depois mantidos em quarentena por 25 dias, antes de sua incorporação ao rebanho. Esse período é suficiente para que todos os carrapatos caiam, uma vez que seu ciclo de vida é de 21 dias.

Faça rotação de pastagem

Prática cada vez mais comum entre os produtores, a rotação de pastagem ajuda a diminuir o número de larvas viáveis no ambiente, pois parte delas morre durante o período de descanso do pasto, por falta de hospedeiros (bovinos). Essa prática traz resultados bastante satisfatórios a longo prazo.

Elimine os animais de “sangue doce”

Conforme vimos no terceiro fascículo, existem animais de “sangue doce”, aqueles que, por se coçarem menos, são mais infestados por carrapatos. Esses bovinos devem ser eliminados do rebanho, pois são mantenedores do parasito.

Dê preferência a animais selecionados para resistência

Zebuínos são mais resistentes ao carrapato do que os taurinos, mas, nos últimos anos, a genômica tem permitido a obtenção de animais de sangue europeu com maior tolerância ao parasito. Independentemente da raça criada na fazenda, valorize esse quesito

Feche a porteira para o carrapato

Animais trazidos de fora podem infestar sua propriedade. Para evitar que isso aconteça, reserve um espaço para recebê-los, estabeleça uma quarentena e adote medidas adequadas de manejo. Veja algumas abaixo:

Aceiro

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Isole a área destinada à quarentena e desseque uma faixa de capim (2 m) nas divisas com os demais piquetes. Sem umidade, as larvas terão dificuldade para sobreviver e migrar para o pasto ao lado.

Roçagem

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Piquetes reservados aos animais recém- -chegados devem ser roçados ao final da quarentena bem rente ao solo, para que os raios solares penetrem e matem boa parte das larvas que estão no ambiente.

Fogo

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Na compra de reprodutores ou matrizes, pode-se manter os animais isolados em baias. Ao fim da quarentena, deve-se queimar o substrato (cama) dessas baias para se eliminar as larvas do ambiente.

Fique de olho!

Um dos maiores obstáculos ao controle do carrapato é a chamada “resistência”, que pode se instalar por meio da seleção e reprodução de indivíduos naturalmente resistentes ou que adquiriram essa condição por falhas na aplicação de carrapaticidas.

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Como se instala a resistência?

O que fazer?

Realize o teste de sensibilidade do carrapato (biocarrapaticidograma) e aplique-o do jeito certo, na época indicada pelo controle estratégico. Para avaliar a eficácia do produto em uso, repita o teste anualmente.

MITO OU VERDADE?

Pisotear carrapatos grandes pode aumentar o risco de proliferação, porque isso espalha seus ovos no ambiente?

MITO – Essa informação é encontrada até mesmo em alguns livros, mas não procede. Por mais que os ovos estejam prontos para serem ovipostos, as fêmeas do carrapato têm de lubrificá-los um a um, para que eles completem a maturação e originem larvas. Se a fêmea for esmagada, a chance de proliferação é zero. Importante ressaltar, no entanto, que nem carrapatos, nem pulgas ou piolhos devem ser estourados entre as unhas, sob o risco de seu conteúdo interno espirrar na boca ou olhos da pessoa e causar infecção, caso estes parasitos estejam abrigando algum microrganismo patogênico.

Confira o 5º capítulo da série publicada na Revista DBO de março de 2019

Preencha o formulário e baixe agora o 5º capítulo

 
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