Cuidados com bezerros no pré parto crie bem

Cuidados com os recém-nascidos

O segundo fascículo do Crie Bem, parceria entre a DBO e a Bayer, traz os cuidados com os bezerros recém-nascidos. Destacamos, inicialmente, o importante papel dos materneiros, como são chamados os vaqueiros responsáveis por cuidar dos partos e dos bezerros nos seus primeiros dias de vida. Em um País com índices de mortalidade de bezerros do nascimento à desmama ainda muito altos (média de 9%), esse profissional – que deve ter um perfil observador, dedicado e paciente – é capaz de fazer toda a diferença na rentabilidade do negócio. . Ao longo de quatro capítulos, você ficará por dentro dos cuidados sanitários, nutricionais e de bem-estar animal que deve tomar para melhorar o desempenho do seu rebanho e a rentabilidade de seu negócio. Acompanhe as novidades do projeto e conteúdos extras no endereço www.portaldbo.com.br/bayer-crie-bem

Os primeiros cuidados

Os procedimentos para cura do umbigo, identificação, pesagem e vermifugação dos bezerros devem ser realizados no dia seguinte ao nascimento, de modo a não interferir na formação do vínculo materno-filial.

Cura de umbigo

Antes de fazer a assepsia do
cordão umbilical, verifique seu comprimento. Corte-o somente se ele for maior do que 5 cm, com tesoura limpa  afiada. Aplique solução de iodo (deve ser acima de 7,5%) por pelo menos um minuto, evitando tocar na pele.

Identificação

A forma mais comum é a
tatuagem. Para que o número
de identificação fique bem
visível, passe primeiro a tinta
entre as nervuras da orelha
do bezerro e só então use o
tatuador. Em seguida, espalhe novamente a tinta.

Aplicação de endectocida

O medicamento é aplicado por via subcutânea. O local mais indicado para aplicação é a tábua do pescoço. Utilize seringas e agulhas limpas. Para prevenção de miíases, o princípio ativo mais indicado é a doramectina, devido
à sua rápida ação.

Pesagem

Para pesar os bezerros, o ideal é levar uma balança portátil até o piquete maternidade. Um modelo bastante utilizado é a manta de contenção, que permite suspender o bezerro e pode auxiliar nos  demais procedimentos.

LEMBRE-SE: Para imobilizar o bezerro, segure-o pela virilha e pescoço, apoie-o na perna e faça-o escorregar cuidadosamente até o chão. Use o peso de seu corpo de modo a evitar que ele se levante. Jamais jogue todo o seu peso sobre o bezerro.

Para a cura do umbigo, o modelo de copo “sem retorno de líquido”, que restringe a aplicação a uma única vez, é o mais indicado, já que o iodo perde sua ação quando em contato com a matéria orgânica, o que desaconselha sua reutilização. 

aplicador-dipping

Proteção de mãe!

O sistema imunológico dos bezerros recém-nascidos é bastante frágil. Assim, para se protegerem da imediata exposição aos agentes infecciosos, os neonatos precisam ingerir o colostro. É por meio dele que a mãe transfere para a cria seus anticorpos. Conhecida como imunização passiva, a absorção de anticorpos via colostro garante proteção ao bezerro nos primeiros três meses de vida, quando seu sistema de defesa começa a funcionar.

É fundamental que os recém-nascidos sejam observados mamando para se ter certeza de que estão ingerindo o colostro, preferencialmente nas 12 primeiras horas de vida.

Quando perceber que não houve a mamada, (bezerro com “vazio fundo”, tetos da vaca cheios de leite), o marteneiro deve ajudar a cria. Caso necessário, recorra ao banco de colostro e o forneça artificialmente.

Diarreia neonatal

Considerada a principal causa de mortalidade dos bezerros em seus primeiros 30 dias de vida, a diarreia neonatal é uma doença multifatorial, associada à interação de agentes infecciosos, como vírus, bactérias e protozoários, além de fatores relacionados à dieta, à condição de higiene dos criatórios, à concentração de animais por área e ao estado sanitário das matrizes.

Medidas para prevenir:

  • Vacine as vacas pelo menos 60 dias antes do parto. Esse é o período necessário para garantir a presença de um nível suficiente de anticorpos no colostro
  • Utilize vacinas de amplo espectro, que ofereçam proteção contra os principais agentes infecciosos da doença (ex.: Escherichia coli e Salmonella spp.)
  • Para algumas causas de diarreia, como a coccidiose, o colostro não oferece proteção. Nesse caso é importante o tratamento preventivo à base de toltrazurila nos primeiros dias de vida.
  • Mantenha as matrizes em piquetes limpos e secos antes da parição. Ambientes sujos e úmidos favorecem a presença de patógenos causadores da diarreia.
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Confira na íntegra o 2º capítulo da série publicada na Revista DBO de novembro 2019

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