Cuidados no gotejo em cafeeiros jovens em área irregular

J.B. Matiello, da Fundação Procafé, aponta erros e acertos na hora de montar uma irrigação por gotejamento

A irrigação no sistema de gotejamento e seu uso também para a ferti-irrigação, quando em áreas com terrenos irregulares ou em áreas de montanha, deve observar cuidados especiais em cafeeiros jovens para evitar molhações e fertilizações também irregulares das plantas.

O gotejamento tem sido um tipo de irrigação muito empregado na lavoura cafeeira, pelas suas vantagens de localização e economia de água, além de facilitar a ferti-irrigação, também localizada, aumentando a eficiência na adubação.

No sistema de gotejamento, cada linha de café recebe uma mangueira com gotejadores, a qual é colocada margeando a linha de plantas e, no caso de desnível, sempre colocada do lado de cima da linha, visando a melhor difusão da água também para o outro lado das plantas.

Na irrigação por gotejo em plantas jovens, especialmente no primeiro ano de campo, quando o sistema radicular delas ainda é bastante restrito, é importante que haja uma distribuição regular do bulbo, de forma a atender todas as plantas por igual, seja na molhação em si, seja no fornecimento dos nutrientes via água. Ocorre que, em áreas com declive, as linhas de cafeeiros são plantadas em paralelas contra o desnível e, portanto, não ficam bem niveladas. Nessa condição, as mangueiras de gotejo, que acompanham as linhas, também ficam com muitas porções desniveladas.

Existindo irregularidades no terreno, o que é comum no primeiro ano, após preparo do solo e plantio do café, as gotas que saem de um determinado gotejador correm pela mangueira e acabam caindo mais adiante, onde encontram um ponto de contato. Dessa forma deixam de molhar e nutrir aquelas plantas cujas gotas, que deveriam cair perto delas, se deslocaram em função do declive e de irregularidades no terreno.

Em função de desigualdades na molhação e, principalmente, na fertilização via água, aparecem, no campo, plantas amareladas, de forma salteada, mostrando que elas não vêm recebendo adequadamente os benefícios do gotejamento.

Esse problema de desigualdade deve ser acompanhado no campo desde o plantio e, diante da verificação de plantas não atingidas pelas gotas, deve-se, nesses pontos de mangueira, colocar qualquer tipo de anteparo para fazer as gotas voltarem a cair naquelas plantas não gotejadas. Costuma-se amarrar pequenos pedaços de plásticos nas mangueiras, ou colocar tiras de borracha, ou qualquer material que possa interromper as gotas que vinham escorrendo nas mangueiras. Deste modo, resolve-se este problema de irregularidade na molhação enquanto as plantas, ao crescerem e ampliarem lateralmente seu sistema radicular, passam a superar esse problemanatravés de sua maior capacidade de absorção via sistema radicular distribuído ao longo de toda a linha.

* Colaboraram J.R. Dias, Lucas Franco e Lucas H. Figueiredo – Engenheiros Agronomos da Fazendas Sertãozinho

 

 

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