Custos de protocolos de IATF recuaram nos últimos cinco anos

Entre janeiro de 2013 e setembro de 2018, gastos com a técnica caíram 39% de acordo com o Cepea
Foto: Alcides Okubo Filho

O manejo reprodutivo, alinhado ao planejamento nutricional adequado, é
de suma importância para o sucesso da atividade de cria na pecuária de corte. A busca crescente de lotes de desmama padronizados pelas propriedades de recria e engorda faz com que a concentração da estação de monta seja cada vez mais desejada.

Segundo dados do Projeto Campo Futuro, os touros brasileiros têm vida útil média de 6,1 anos e produção de 88 bezerros, levando em conta um intervalo médio entre partos de 18 meses, taxa de natalidade de 70% e relação vaca/touro de 31 cabeças. Assumindo-se que o custo inicial de compra de tal reprodutor é de R$ 6.000,00, e que este será descartado com 25 arrobas de peso vivo, o produtor precisará arcar com uma depreciação de R$ 2.632,43, ao considerar R$ 134,70/@.

Adicionalmente a este custo, têm-se os gastos com suplementação mineral e manejo sanitário, que somam mais R$ 643,94 para a manutenção do animal na propriedade, resultando no custo R$ 37,32 por bezerro produzido.

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De acordo com dados da Associação Brasileira de Inseminação Artificial (Asbia), em parceria com o Cepea, em 2017, o País contava com 11,7% de seu rebanho de fêmeas em idade reprodutiva sendo inseminadas, de um total de 57,3 milhões de fêmeas de corte. Os estados que mais utilizam a inseminação artificial são Paraná, Mato Grosso do Sul e Rio Grande do Sul, com respectivos 21,7%, 17,1% e 16,2% de seu rebanho de fêmeas de corte inseminadas.

Aliado ao aumento da concentração de nascimentos, é notável que a inseminação artificial impulsiona o melhoramento do rebanho, por meio da importação da genética de touros “melhoristas”, valorizando os bezerros produzidos por entregar animais de características produtivas mais desejáveis e de genética superior. Além disso, a redução no número de
touros existentes na propriedade permite que o espaço utilizado por estes animais na pastagem seja ocupado por mais matrizes, aumentando a capacidade produtiva do rebanho.

Vale ressaltar que, como qualquer tecnologia, a adoção dos protocolos de Inseminação Artificial em Tempo Fixo (IATF) demandam investimentos adicionais, devendo ser orientados por profissionais habilitados na área. Assim, é preciso comparar os custos para gerar um bezerro a partir de monta natural ou com a IATF.

Um dos fatores que vem fomentando o uso da tecnologia é a redução dos custos
nos últimos anos. Em termos reais, houve a redução de 39% entre janeiro de 2013 e setembro de 2018, resultado da baixa nos preços dos insumos utilizados para o protocolo, que caíram 58% nesse mesmo período. Adicionalmente, o preço médio da dose de sêmen teve queda de 10% no período.

Estes valores foram obtidos considerando-se um protocolo com a aplicação de um total de 3 ml de estradiol, uso de um implante de progesterona e 2 ml de prostaglandina, com posterior inseminação com sêmen Nelore.

Desta forma, assumindo-se uma taxa de natalidade média por ciclo de IATF de 50%, o custo do protocolo mencionado ficaria em R$ 53,08, e o custo por bezerro produzido em R$ 106,17, sendo necessário que cada bezerro produzido via IATF seja comercializado com, no mínimo, R$ 68,85 de valorização que bezerros de monta natural, compensando o investimento realizado. A melhor remuneração por animal melhorado tende a pagar o custo da tecnologia, desde que, o pagamento por animais melhores seja a realidade regional observada.

Outro benefício colhido com o uso da IATF é a implantação de estação de monta, permitindo que os animais nasçam em momento de melhor oferta forrageira, potencializando o ganho de peso, antecipando a desmama, ofertando animais melhores aos recriadores.

Fonte: Cepea

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