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Cresce a demanda por feno para compor a dieta bovina

Milho caro e pouca chuva nos pastos criam condições para essa outra fonte de fibra ser buscada por confinadores e pecuaristas em geral; LEIA a reportagem

Produção na região de Camapuã, MS: R$ 0,90/kg, ante R$ 0,40 praticados no ano passado.

Por Ariosto Mesquita

A compra foi por necessidade (o preço do milho estava indo às alturas), mas veio na hora certa. Em agosto do ano passado, a Fazenda Pecuária BR, sediada em Terenos, MS, adquiriu 634 toneladas de feno por R$ 258.000, frete já incluído (R$ 0,40/kg). Essa quantidade está sendo suficiente para compor a dieta de recria e reprodução de suas novilhas até o final deste ano. Ainda bem. Cálculo feito pelo gerente da propriedade, Tiago dos Santos Ramos, no último mês de junho, revelou que a mesma quantidade do produto, mais o frete, lhe custaria agora R$ 378.000 (R$ 0,59/kg), uma variação de 47% em 10 meses.

O feno adquirido pela empresa foi de braquiarão (braquiária brizanta, cv marandu), que, no penúltimo dia de junho, estava cotado – em plataformas comerciais na Internet, a preços promocionais na região – a R$ 0,50/kg. No ano passado, na mesma época, a Pecuária BR conseguiu o produto a R$ 0,25/kg (sem o frete).

Naquele momento, a fazenda sul-mato-grossense já percebia a escalada do preço do milho (muito usado para a produção de silagem), cuja saca de 60 kg estava a R$ 48,28 e saltou, um ano depois, para R$ 86,63, alta de 79,4%, pelo preço à vista, na cotação levantada pelo Cepea/USP.

Além do bom preço à época, a opção pelo feno para servir como fonte de volumoso na dieta levou em conta, dentre outras coisas, a disponibilidade de oferta na região, o atendimento ao modelo nutricional adotado e a palatabilidade conferida à dieta.

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A BR não foi a única. De acordo com Alcides Torres, sócio-diretor da Scot Consultoria, de Bebedouro, SP, outras propriedades de pecuária de corte pelo País fizeram a mesma opção:

“O aumento no preço dos componentes de dietas bovinas desde o ano passado e o déficit de chuvas nas pastagens ao longo do primeiro semestre deste ano, elevou muito a procura pelo feno. Na região de Limeira, em São Paulo, quem produz não está conseguindo atender à demanda deste ano. Além disso, os ‘boitéis’ estão investindo em sua produção como fonte de fibra, para não ter de ir ao mercado em busca disso. O feno [sobretudo de braquiárias] está sendo mais cultivado no Brasil, com produção estimulada sobretudo em SP, MS e MT”, informa, sem ainda conseguir mensurar este avanço.

Mas o zootecnista Fernando Silva Nacer, da consultoria de nutrição Beef-Tec, que atende a Pecuária BR, tem um número: 37,5% de aumento, de 2019 para cá (junho/2021), entre os clientes que estão no Mato Grosso do Sul (23 fazendas) e no Paraguai (3).

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