Demanda deve elevar preços de adubos

Para INTL FCStone, valores de nitrogenados devem subir de 10% a 15% nos próximos dois meses

Os preços de fertilizantes nitrogenados devem subir de 10% a 15% nos próximos dois meses, impulsionados pela demanda da China, Estados Unidos e Índia, informou nesta segunda-feira, 8, a INTL FCStone. Na última sexta-feira, 5, a tonelada de ureia no porto de Paranaguá, PR, tinha preço de US$ 265, disse a consultoria. A INTL FCStone também estima leves altas para adubos fosfatados e à base de potássio.

Em relação aos nitrogenados, os preços na China seguem acima dos valores do mercado internacional em virtude da forte demanda interna para o plantio de algumas culturas e de maior rigor ambiental aplicado ao setor industrial do país, que vem mantendo a produção local abaixo de 50% da capacidade instalada.

Nos EUA, as importações de dezembro e o volume esperado para janeiro equivale a estoque abaixo do necessário para atender à demanda para o plantio na primavera no Hemisfério Norte, conforme a consultoria. A situação propicia maior demanda por nitrogenados nos próximos meses. Com relação à Índia, segue a expectativa de que o país retorne ao mercado nas próximas semanas buscando grande volume do adubo, depois de ter feito uma compra pequena antes do Natal.

Para os adubos fosfatados, a INTL FCStone vê potencial para um aumento de preços de 5% a 10% no médio prazo, impulsionado pela demanda norte-americana para o plantio. Os preços de fosfatados estão estáveis há cerca de um mês tanto na América do Norte como na do Sul, em cerca de US$ 400 tonelada, aponta a consultoria, por causa do equilíbrio entre a demanda mundial mais fraca típica nesta época do ano e a oferta reduzida com o fechamento de uma unidade da Mosaic nos EUA.

Quanto ao potássio, a consultoria acredita que os preços no Brasil podem subir 5% até março de 2018, acompanhando movimento observado no mercado internacional. Além da maior demanda dos EUA para o plantio, no Sudeste Asiático os preços estão subindo com a expectativa de incremento das negociações com a China ainda no primeiro trimestre do ano. No dia 5, a tonelada do KCl (cloreto de potássio) no porto de Paranaguá custava US$ 287,50.

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