Desde o início de outubro, preço do boi gordo caiu R$ 20,50/@ nas praças paulistas, diz a Scot

De acordo com a consultoria, o boi gordo fechou a sexta-feira valendo R$ 272/@ em SP, enquanto a vaca e novilha prontas para abater são negociadas a R$ 263/@ e R$ 282/@, respectivamente (preços brutos e a prazo)

Nesta sexta-feira, 15 de outubro, o mercado brasileiro do boi gordo encerrou a semana da mesma maneira que começou – ou seja, com morosidade de negócios e preços da arroba sob forte pressão baixista, informa a IHS Markit.

“Embora haja muita resistência por parte dos pecuaristas em negociar novos lotes a preços mais baixos, sobretudo por causa dos elevados custos da nutrição, reter animais por mais tempo no cocho se mostra um fator de risco”, avalia a consultoria com sede na capital paulista.

Segundo a zootecnista Thayná Drugowick, analista de mercado da Scot Consultoria, de Bebedouro, SP, a chegada da segunda quinzena do mês (período de menor poder aquisitivo da população, devido ao maior distanciamento do recebimento dos salários), além continuidade da suspensão das exportações de carne bovina à China, deve esfriar ainda mais o mercado do boi gordo nos próximos dias.

“Sem sinal do retorno das compras chinesas no horizonte e com a demanda doméstica comedida, a pressão de baixa no mercado do boi gordo se intensificou na última semana”, ressalta Thayná.

Tomando como referência as praças paulistas, a cotação do boi gordo recuou R$ 10,50/@ na comparação semanal e R$ 20,50/@ desde o início de outubro, de acordo com a Scot.

Na média de todas as praças pesquisadas, segundo levantamento da Scot, o recuo nos últimos sete dias foi de 3,2%, o que representa R$ 8/@ a menos.

Segundo os dados levantados pela Scot Consultoria,  nas praças paulistas, o boi gordo, a vaca e novilha prontas para abater gordos são negociados atualmente a R$ 272/@, R$ 263/@ e R$ 282/@, respectivamente (preços brutos e a prazo).

Outro fator que tem contribuído para o cenário de preços frouxos da arroba, continua a analista da Scot, é a estratégia adotada pelas indústrias frigoríficas para amenizar a atual conjuntura do mercado, que consiste na redução da quantidade de animais abatidos e, em alguns casos, na alternância dos dias de abates.

Portanto, no curto prazo, reforça Thayná, a chegada da segunda quinzena do mês deve pressionar ainda mais as cotações no mercado do boi gordo.

Na avaliação de médico veterinário Leandro Bovo, sócio e diretor da Radar Investimentos, de São Paulo, a situação atual é especialmente difícil para o pecuarista.

“Além de ter que lidar com o acúmulo de oferta gerado pela retenção de animais em setembro e outubro, agora o pecuarista tem que enfrentar as chuvas que, apesar de muito bem-vindas, causam grande transtorno no manejo do confinamento”, informa Bovo.

Diante dessa situação delicada, diz o diretor da Radar, muitos pecuaristas acabam não tendo outra alternativa a não ser entregar os animais nos preços vigentes, “o que trouxe as cotações ao redor de R$ 270/@ em São Paulo”.

De acordo com levantamento da IHS Markit, em alguns Estados brasileiros há unidades de abate que já estão com programação pronta até os primeiros dias de novembro.

“Mesmo os frigoríficos que ainda trabalham com escalas curtas, não chegam a manifestar urgência nas compras de gado, pois estão focadas em dar vazão aos estoques”, relata a IHS.

A IHS ressalta que os abates vêm caindo consideravelmente no País.

A consultoria cita como exemplos os dados divulgados pelo Indea-MT.

O estado abateu 321,6 mil bovinos em setembro passado, queda de 26% sobre o volume de agosto/21 e 33% inferior à quantidade abatida em setembro/20.

“Trata-se do número mais baixo registrado na última década para o mês”, informa a IHS.

A paralisação de muitas unidades de abate no Mato Grosso, bem como em outros Estados brasileiros, também sugere uma forte retração no abate nacional, ressalta a IHS, acrescentando que o objetivo das indústrias, sobretudo as exportadoras, foi evitar a formação de excedentes em estoques num momento de incertezas com relação as demandas interna e externa pela proteína bovina.

“Além da ausência chinesa, as complicações com a escassez de contêineres também trouxeram maior cautela por parte das companhias compradoras”, observa a IHS.

No atacado, a irregularidade e lentidão das vendas da carne abriu espaço para novas quedas nos preços dos cortes bovinos, informa a IHS.

Nesta sexta-feira, os cortes de dianteiro e de vaca casada registraram recuo nos valores a serem negociados pela necessidade de manter liquidez.

“Algumas indústrias já relatavam dificuldades em dar maior vasão aos cortes de dianteiros, sobretudo pelas quedas nos preços das carnes concorrentes (frango e suíno)”, relata a IHS.

Cotações máximas desta sexta-feira, 15 de outubro, segundo dados da IHS Markit:

SP-Noroeste:

boi a R$ 276/@ (prazo)
vaca a R$ 266/@ (prazo)

MS-Dourados:

boi a R$ 271/@ (à vista)
vaca a R$ 264/@ (à vista)

MS-C.Grande:

boi a R$ 273/@ (prazo)
vaca a R$ 266/@ (prazo)

MS-Três Lagoas:

boi a R$ 271/@ (prazo)
vaca a R$ 258/@ (prazo)

MT-Cáceres:

boi a R$ 261/@ (prazo)
vaca a R$ 253/@ (prazo)

MT-Tangará:

boi a R$ 261/@ (prazo)
vaca a R$ 253/@ (prazo)

MT-B. Garças:

boi a R$ 258/@ (prazo)
vaca a R$ 251/@ (prazo)

MT-Cuiabá:

boi a R$ 259/@ (à vista)
vaca a R$ 250/@ (à vista)

MT-Colíder:

boi a R$ 261/@ (à vista)
vaca a R$ 251/@ (à vista)

GO-Goiânia:

boi a R$ 258/@ (prazo)
vaca R$ 253/@ (prazo)

GO-Sul:

boi a R$ 261/@ (prazo)
vaca a R$ 251/@ (prazo)

PR-Maringá:

boi a R$ 286/@ (à vista)
vaca a R$ 271/@ (à vista)

MG-Triângulo:

boi a R$ 263/@ (prazo)
vaca a R$ 251/@ (prazo)

MG-B.H.:

boi a R$ 263/@ (prazo)
vaca a R$ 256/@ (prazo)

BA-F. Santana:

boi a R$ 279/@ (à vista)
vaca a R$ 269/@ (à vista)

RS-Porto Alegre:

boi a R$ 288/@ (à vista)
vaca a R$ 270/@ (à vista)

RS-Fronteira:

boi a R$ [email protected] (à vista)
vaca a R$ 270/@ (à vista)

PA-Marabá:

boi a R$ 263/@ (prazo)
vaca a R$ 261/@ (prazo)

PA-Redenção:

boi a R$ 263/@ (prazo)
vaca a R$ 261/@ (prazo)

PA-Paragominas:

boi a R$ 268/@ (prazo)
vaca a R$ 264/@ (prazo)

TO-Araguaína:

boi a R$ 263/@ (prazo)
vaca a R$ 252/@ (prazo)

TO-Gurupi:

boi a R$ 261/@ (à vista)
vaca a R$ 256/@ (à vista)

RO-Cacoal:

boi a R$ 259/@ (à vista)
vaca a R$ 251/@ (à vista)

RJ-Campos:

boi a R$ 286/@ (prazo)
vaca a R$ 276/@ (prazo)

MA-Açailândia:

boi a R$ 271/@ (à vista)
vaca a R$ 251/@ (à vista)

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