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Dia a dia do mercado pecuário em 14 de março

Em São Paulo, movimento de alta da arroba do boi gordo. Confira as principais notícias de mercado desta quinta-feira
Ilustração: Edgar Pera

Brasil eleva em 6% abate de fêmeas em 2018 em relação ao ano anterior

Embora em menor ritmo que as novilhas, o abate de vacas também avançou no ano passado, para em torno de 10 milhões de cabeças, crescimento de 3% na comparação com o volume registrado para essa categoria em 2017, de 9,74 milhões de cabeças, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A participação da categoria nos abates totais de bovinos inspecionados foi de 31,4% em 2018, mantendo praticamente a mesma fatia observada em 2017, de 31,5%.

Somando os abates de vacas e novilhas em 2018 chega-se um número de 13,265 milhões de cabeças em 2018, o que representa aumento de 6% em relação ao volume de fêmeas levadas ao gancho no ano anterior (12,509 milhões de cabeças).

Escalas de abate começam a entrar no eixo, observa consultoria FNP

Nesta quinta-feira, boa parte dos agentes continuaram ativos nas negociações no mercado físico do boi gordo, elevando o número de efetivações de animais para abate e gerando suporte aos valores oferecidos na arroba, informa o boletim divulgado nesta tarde pela Informa FNP, de São Paulo.

“As compras de boi acumuladas nos últimos dias têm possibilitado um melhor avanço das escalas de abate”, relata a consultoria, acrescentando que algumas plantas frigoríficas conseguiram preencher programação de abate até a última semana de março.

Do lado dos pecuaristas, diz a FNP, muitos voltaram a ofertar maiores volumes de boiada terminada diante da recuperação dos preços da arroba e já visando a melhor relação de troca com gado para reposição.

No entanto, na visão da consultoria paulista, já se nota um arrefecimento na pressão altista, uma vez que a maior fluidez das escalas de abate deve voltar a limitar as compras de gado com a chegada da segunda quinzena de mês e na medida que se avança para o período de pico da safra do boi.

Aquisição de couro cresce 3% no ano passado, informa IBGE

O ano passado, os curtumes investigados pela Pesquisa Trimestral do Couro – aqueles que curtem pelo menos 5 mil unidades inteiras de couro cru bovino por ano – declararam ter recebido 35,1 milhões de peças inteiras de couro cru bovino, um acréscimo de 3% na comparação com 2017, ou mais 1,03 milhões de peças inteiras de couro, informa nesta quinta-feira o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Essa alta resultou do aumento do recebimento de peles bovinas em 12 das 20 (Unidades da Federação) UFs que possuem pelo menos um curtume ativo enquadrado no universo da pesquisa. Os principais aumentos foram registrados em Rondônia (+624,00 mil peças), Mato Grosso (+352,05 mil), Goiás (+272,41 mil) e Rio Grande do Sul (+229,01 mil). Enquanto isso, as maiores quedas ocorreram em Bahia (-466,95 mil peças), Minas Gerais (-177,84 mil), São Paulo (-118,73 mil) e Espírito Santo (-104,74 mil peças).

Entre as UFs, Mato Grosso continua liderando em 2018, com 16,5% de participação nacional, seguido por Mato Grosso do Sul (13,0%) e São Paulo (11,9%).

No quarto trimestre de 2018, os curtumes investigados declararam ter recebido 9 milhões de peças de couro, uma redução de 1,3% em relação ao trimestre imediatamente anterior e alta de 2,8% frente ao quarto trimestre de 2017. O comparativo entre os quartos trimestres de 2017 e 2018 indicam aumento de 247,53 mil peças no total adquirido pelos estabelecimentos.

Abates de suínos sobem 2,4% e os de frangos recuam 2,5% em 2018, informa IBGE 

Em 2018, foram abatidas 44,2 milhões de cabeças de suínos, um aumento de 2,4% em relação ao resultado registrado em 2017, informa nesta quinta-feira o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Trata-se de um novo patamar recorde para esse segmento.

O abate de suínos cresceu em 19 das 26 UFs participantes da pesquisa. Destaque para os aumentos no Mato Grosso do Sul (+296,40 mil cabeças), Rio Grande do Sul (+194,72 mil), São Paulo (+181,64 mil), Paraná (+86,80 mil), Santa Catarina (+80,43 mil), Mato Grosso (+69,34 mil), Minas Gerais (+62,69 mil) e Goiás (+46,73 mil).

Santa Catarina manteve a liderança no abate de suínos em 2018, com 26,2% da participação nacional, seguido por Paraná (21,0%) e Rio Grande do Sul (18,6%).

No quarto trimestre de 2018, foram abatidas 11,1 milhões de cabeças de suínos, queda de 4% em relação ao trimestre imediatamente anterior e aumento de 0,4% sobre o mesmo período de 2017.

Frango – No ano passado, foram abatidas 5,7 bilhões de cabeças de frango, queda de 2,5% em relação ao resultado de 2017. Essa foi a segunda queda consecutiva, após o recorde anual alcançado em 2016.

Houve reduções no abate em 13 das 24 UFs que participaram da pesquisa. As principais quedas foram em: Santa Catarina (-93,55 milhões de cabeças), Paraná (-50,50 milhões), São Paulo (-18,44 milhões), Minas Gerais (-17,04 milhões), Mato Grosso do Sul (-6,00 milhões) e Distrito Federal (-62,96 mil cabeças). Já os aumentos ocorreram em: Mato Grosso (+13,20 milhões de cabeças), Goiás (+12,87 milhões), Pará (+9,29 milhões), Bahia (+6,47 milhões) e Rio Grande do Sul (+5,40 milhões).

O Paraná continuou liderando amplamente na participação nacional, com 31,4%, seguido por Rio Grande do Sul (15,0%) e Santa Catarina (13,4%).

No quarto trimestre de 2018, foram abatidas 1,42 bilhão de cabeças de frangos, uma queda de 0,7% em relação ao trimestre imediatamente anterior e de 0,9% na comparação com o mesmo período de 2017. Em volume de cabeças abatidas, este foi o segundo melhor mês de outubro da série histórica, sendo superado apenas por outubro de 2015.

 

Com queda no valor do boi magro e dos insumos, Cepea enxerga ambiente favorável ao confinador em 2019

O preço do boi magro neste ano está inferior ao observado em 2018, o que favorece a atividade de confinamento, segundo informa boletim desta manhã de quinta-feira do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq/USP).

De acordo com levantamento em quatro praças paulistas (Araçatuba, Bauru/Marília, Presidente Prudente e São José do Rio Preto), o preço médio do boi magro está em R$ 2.011,08/cabeça nesta parcial de março, 1,47% inferior ao valor observado em março de 2018, em termos reais (valores deflacionados pelo IGP-DI de janeiro de 2019).

Considerando o primeiro trimestre deste ano, a média do boi magro está em R$ 1.955,73, ante R$ 2.023,42 no mesmo período de 2018, ou seja, queda de 3,34%, em termos reais.

Segundo os analistas do Cepea, os preços em patamares inferiores aos verificados no ano passado tendem a estimular pecuaristas a aumentar o número de animais que devem ser terminados em sistema de confinamento em 2019. Além disso, os valores de importantes insumos da alimentação, como farelo de soja e milho, também estão inferiores aos observados no ano passado, em termos reais, favorecendo a relação de troca para os que atuam na atividade de engorda intensiva.

Agrifatto reforça tendência de alta da arroba puxada pela menor oferta de boiada

Informativo divulgado nesta manhã de quinta-feira pela Agrifatto Consultoria reforça a baixa disponibilidade de animais prontos para o abate nas regiões pecuárias do País, o que sugere tendência de preços firmes para o boi gordo, tanto no mercado físico quanto no futuro.

As tentativas dos frigoríficos em segurar os preços nos patamares atuais fazem com que as escalas de abate sigam curtas, entre 4 e 5 dias. Com isso, aos poucos, os preços avançam, relata a consultoria

A situação de baixa oferta de boiadas nas principais regiões pecuárias brasileiras é reflexo da estiagem registrada nas principais regiões pecuárias nos meses de dezembro e janeiro, situação que acabou limitando a oferta de capim, retardando, assim, a engorda de animais no pasto.

No entanto, informa a Agrifatto, em fevereiro e na primeira metade de março, as chuvas vieram em bons volumes, permitindo a retomada da oferta de pastagens e, consequentemente, da engorda.

“A expectativa fica para a potencial pressão negativa ao final da safra de capim. Se confirmado, as cotações podem resistir a novos reajustes para cima no médio-prazo, dependendo da região (clima e concentração de oferta)”, observa a consultoria.

No atacado de São Paulo, a carcaça casada bovina avançou 0,38% no comparativo diário, e está cotada a R$ 10,48/kg. O spread (diferença de preços) entre a carne bovina no atacado e a arroba do boi gordo está em 3,42%.

 

Ritmo diário dos embarques de carne bovina

continua forte neste mês 

Depois de atingir exportações recordes para o mês de fevereiro, os embarques brasileiros de carne bovina in natura continuam em ritmo acelerado em março.

Segundo informou a Scot Consultoria, nos primeiros dias deste mês, o volume diário exportado de carne bovina in natura aumentou 70% em relação à quantidade embarcada diariamente em fevereiro.

“Se continuarmos nesse embalo, a exportação atingirá 185,6 mil toneladas ao final deste mês, o que seria o maior volume da série histórica e 23% acima do recorde, de setembro do ano passado (150,6 mil toneladas)”, observou a consultoria.

No entanto, a Scot faz uma ressalva: os dados levantados até agora são referentes a poucos dias úteis, considerando a lacuna do feriado de Carnaval. Portanto, é possível que tenha ocorrido uma pequena concentração dos embarques no período analisado, o que abre a possibilidade de algum decréscimo no ritmo das exportações no decorrer deste mês, sugere a consultoria.

Em fevereiro, as vendas externas de carne bovina in natura alcançaram 146,99 mil toneladas, acréscimo de 15% em relação ao período de 2017. Tal resultado representou volume recorde para o mês de fevereiro, superando a marca alcançada em fevereiro de 2017 (15,40 mil toneladas).

Em receita, as exportações em fevereiro totalizaram US$ 526,99 milhões, com avanço de 7% na comparação com o mesmo período do ano anterior.

Preço do bezerro mantém viés de alta no MS

O preço do bezerro segue em alta na praça do Mato  Grosso do Sul, uma das referências para a atividade de cria no Brasil.

Na quarta-feira, o Indicador Bezerro ESALQ (animal Nelore, de 8 a 12 meses) fechou a R$ 1.252,11, com valorização de 0,57% sobre o preço do dia anterior, de R$ 1.245, segundo dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq/USP).

Nesta semana, o indicador do bezerro já acumula aumento de 3,1% no MS.

No entanto, o valor atual ainda está quase 2% abaixo da cotação registrada no final de fevereiro, quando o indicador alcançou R$ 1.274.13.

Procura pela boiada se intensifica e preço sobe mais um pouco em São Paulo

Atualmente, a maioria das escalas de abates dos frigoríficos localizados no Estado de São Paulo atende entre dois e três dias. “Não está fácil para a indústria comprar boi nos patamares ofertados”, relata a Scot Consultoria, de Bebedouro.

Isso explica a retomada mais firme do movimento de alta da arroba do boi gordo neste período pós-feriado de Carnaval.

Na quarta-feira, o Indicador ESALQ do boi gordo terminou o dia cotado R$ 152 (valor à vista) na praça paulista, ante o preço de R$151,90 do dia anterior, segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq/USP).

Segundo os dados da Scot, em São Paulo, a referência para a cotação da arroba subiu R$ 0,50 na última quarta-feira na comparação, para R$153, à vista, livre de Funrural.

 

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Veja também:

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Coluna do Scot: Exportações brasileiras de carnes para essa região crescem rapidamente. De cinco anos para cá, as exportações de frango, carne bovina e de carne suína cresceram 32%.

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