Dia a dia do mercado pecuário em 19 de fevereiro

Boi gordo acumula queda de 2% em São Paulo, indicador do bezerro recua. Confira as principais notícias desta terça-feira
Ilustração: Edgar Pera

Boi gordo acumula queda de 2% em fevereiro em SP

O Indicador Esalq/BM&FBovespa do boi gordo (Estado de São Paulo, valor à vista) fechou o primeiro dia da semana com ligeira alta de 0,5%, valendo R$ 150,90, ante R$ 150,20 de sexta-feira, segundo dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq/USP).

No acumulado do mês, porém, o preço do boi gordo registra baixa de 2% frente ao valor do indicador verificado em 31 de janeiro passado, de R$ 153,30.

Segundo análise da consultoria Agrifatto, de Bebedouro, o indicador do boi gordo (Esalq/BM&F) continuou bastante volátil na última semana, com os preços máximos variando entre R$ 150,36 e R$ 158,66/@.

O mercado opera com oferta restrita de animais terminados, motivada pelo registro de estiagens nas principais praças pecuárias.

Há também problemas na demanda doméstica por carne bovina, que continua enfraquecida, apesar da melhora da economia.

O número de desempregados, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), passou de 13,7 para 12,2 milhões entre o 1º e 4º trimestre de 2018.

“O recuo do desemprego ajuda a recuperar o consumo per capita de carne bovina, mas como esse indicador permanece historicamente bem acima da média, é necessário que o movimento continue para que de fato haja recuperação do índice”, pondera a Agrifatto.

Indicador Bezerro tem queda diária de 1,5%

O Indicador bezerro Esalq/BM&FBovespa (animal Nelore, de 8 a 12 meses) voltou a recuar na segunda-feira, para R$ 1.209,76, queda diária de 1,5% sobre o valor do dia anterior, de R$ 1.228,39, segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

No acumulado do mês de fevereiro, o índice registra desvalorização de 1,2%, em relação ao preço de 31 de janeiro, de R$ 1.225,03.

No entanto, ao comparar o mercado atual de reposição com a situação de um ano atrás, observa-se uma recuperação nos preços do bezerro, em termos nominais (sem descontar a inflação no período). Em 18 de janeiro de 2018, o indicador do animal Nelore de 8 a 12 meses fechou a R$ 1.176,06, o que representa um valor 3% abaixo da cotação verificada no primeiro dia desta semana.

Imea alerta para aumento dos custos em 2019 na atividade de recria e engorda no MT

Analistas do Imea (Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária) alertam para o aumento dos custos na atividade de recria engorda ao longo de 2019, sobretudo no que refere à aquisição de bezerros e outras categorias da reposição.

“Este ano já se vê uma tendência de alta no preço do bezerro, muito alinhado com o aumento do abate de fêmeas”, informa o instituto, acrescentando que o “momento é de aquisições de animais, uma das variáveis mais importantes para o sistema de recria e engorda”.

Uma análise sobre o mercado em 2018 mostra que o custo da reposição já impactou mais fortemente a atividade de recria e engorda em relação ao ano anterior. Na comparação com 2017, a média do custo operacional (CO) de 2018 apresentou acréscimo de 6,44% no Mato Grosso, com destaque para a compra de animais de reposição, item que respondeu por 55,50% do CO total, valor 1,8 ponto percentual acima da participação verificada em 2017.

“Tal cenário foi ocasionado pelo aumento do preço do bezerro em 2018, que fechou na média em R$ 1.075,07 no Estado, valor 9,2% acima do preço médio de 2017”, relata o Imea.

Atalhos para exportar carne bovina brasileira ao Irã

O Irã é um importante cliente da carne bovina brasileira, mas parte do volume que é comprado pelo país do Oriente Médio chega por lá pela via indireta, ou seja, passando anteriormente por outros países árabes, como Turquia, Omã e Emirados Árabes Unidos.

É o que relava reportagem de hoje do Valor Econômico. A justificativa para tal esquema são as sanções econômicas dos Estados Unidos impostas ao Irã, o que dificulta o acesso direto de mercadorias vindas de outros países – embora o comércio de alimentos não seja alvo das medidas norte-americanas, os armadores encarecem o valor do frente na tentativa de restringir relações com o Irã, relata a matéria do Valor.

Cresce a demanda pela carnes nobres da Friboi

A Friboi, marca da JBS, registrou aumento de 45% na venda de cortes de carnes em 2018, na comparação com 2017, puxado pelas linhas 1953 e Swift Black, informou comunicado da empresa.

Lançada em janeiro de 2018, a linha 1953, composta por 50 tipos de cortes oriundos de animais cruzados (Nelore x raças europeias), está presente hoje em 5,4 mil pontos de vendas, em 15 Estados brasileiros. Já a Swift Black é vendida apenas em butiques de carnes e no segmento de restaurantes.

Ritmo de negócios distintos nesta terça-feira

O mercado pecuária tem registrado um quadro de oscilações distintas entre os valores pagos na arroba do boi gordo nas praças de comercialização do País, relata o boletim desta terça-feira da consultoria Informa Economics FNP, de São Paulo.

“Enquanto há frigoríficos que trabalham escalas para atender o mínimo operacional de suas plantas, limitando o fluxo de suas aquisições, há outros que necessitam de novos lotes e operaram com valores mais firmes e mais ativamente nas ordens de compras”, informa a consultoria.

A posição defensiva de parte das indústrias, sobretudo dos grandes frigoríficos, reside na inconsistência do consumo doméstico, ainda patinando, de acordo com a FNP.

“Compradores de boiada gorda também aguardam o surgimento de maiores ofertas de animais terminados à pasto e optam por operar na defensiva ao menos até o começo do próximo mês”.

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