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Dia a dia do mercado pecuário em 9 de abril

Preços futuros batem maior valor do ano e spread da indústria piora. Confira as principais notícias desta terça-feira

Frigoríficos de São Paulo buscam bois no Centro-Oeste

Com a baixa oferta de boiadas no Estado de São Paulo, as indústrias frigoríficas locais estão indo buscar gado em outras regiões, criando uma tendência altista de preços da arroba em algumas praças pecuárias – como é o caso das localizadas nos Estados do Centro-Oeste, região que concentra os maiores rebanho de corte do país.

“A necessidade de cumprir com as exportações ou mesmo com demanda doméstica, aliado ao altíssimo preço na arroba no interior de São Paulo, criam um quadro inconsistência e incerteza na formação das indicações de compra do boi gordo no Estado”, analisa a Informa Economics FNP.

FNP vê tendência altista para o boi gordo no Centro-Oeste

No Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, a necessidade de cumprir contratos de exportação, aliada à busca de compradores de São Paulo no mercado local, cria uma forte tendência altista para as cotações do boi gordo, relata a Informa Economics FNP.

No entanto, explica a consultoria, pelo menos neste início de semana, os frigoríficos presentes nos dois Estados se encontram com razoáveis escalas de abates e os pecuaristas contam com pastos de qualidade, o que auxilia no represamento da oferta. Sendo assim, há uma certa calmaria nos balcões de negócios, segundo a FNP.

Chuvas e retenção de boiada dão firmeza ao mercado do boi gordo

Nesta terça-feira, o mercado do boi gordo segue estável, informa Caio Toledo, consultor em gerenciamento de riscos da INTL FCStone, de Campinas, SP.

Além da oferta restrita de animais terminados e da expectativa de aumento da demanda interna por carne bovina, a firmeza nas cotações da arroba é influenciada pelo registro de muitas chuvas neste mês de abril, segundo o analista.

“O grande volume pluviométrico está dificultando o escoamento de animais em algumas praças e permitindo a retenção de boiada a pasto pelos pecuaristas, o que prejudica a busca por parte das indústrias”, afirma Toledo.

Escalas de abate continuam bastante apertadas

A segunda semana de abril iniciou com escalas de abate dos frigoríficos curtas, relata a Agrifatto em boletim desta manhã de terça-feira.

Na média dos Estados levantados pela consultoria, as programações de abate atendem a 3,9 dias. Em São Paulo e Goiás, as programações estão em 5,5 e 3,5 dias, respectivamente.

Nas praças levantadas pela Agrifatto, a cotação média da arroba do boi gordo acumula alta de quase 3% desde o início de 2019. Destaque para São Paulo, Goiás e Tocantins, onde os preços subiram um pouco mais que a média no período – acima de 4%.

Indicador do boi gordo recua 1% no primeiro dia da semana

Depois de “beliscar” o valor histórico do boi gordo no fechamento de sexta-feira, o Indicador Esalq/B3 (à vista) abriu a semana com baixa diária de quase 1% na praça de São Paulo, fechando o dia de ontem a R$ 157,10, segundo dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq/USP).

Na última sexta-feira, o indicador bateu R$ 159,10, chegando bem próximo do valor recorde de R$ 159,49, visto em 4 de abril de 2016.

Ambiente mais propício para o confinamento

A queda recente dos preços do milho tem melhorado a relação de troca do boi gordo com o cereal, comportamento que tende a impulsionar o confinamento, observa a consultoria Agrifatto.

Os preços futuros do boi gordo (negociados na bolsa de mercadoria B3) apontam melhores relações de troca em julho próximo, na comparação com a posição atual.

Na última sexta, era possível adquirir 4,08 sacas de milho com uma arroba vendida. Já em julho, a B3 indica que pode ser possível adquirir 4,63 sacas.

Spread da indústria frigorífica continua se deteriorando

Com a carcaça casada bovina recuando no atacado paulista e as altas da arroba do boi gordo no mercado físico, o spread (diferença de preços entre a carne bovina e a arroba do boi gordo) voltou ao campo negativo, fechando a última sexta-feira em -2,46%, informa a consultoria Agrifatto.

Com o spread girando no campo no mercado interno, a indústria frigorífica ligou um sinal de alerta: é preciso maior cautela nas operações de compra da boiada para evitar prejuízos. Normalmente, apesar da deterioração do spread, a margem da indústria costuma a ser recomposta por meio das vendas de couro, sebo, miúdos, subprodutos e da própria carne desossada.

Frango resfriado continua em alta no atacado, enquanto carcaça do boi mantém víeis baixista

Na primeira semana de abril, os preços das três principais proteínas de origem animal registraram direções distintas no atacado de São Paulo.

Segundo dados da consultoria Agrifatto, a carcaça casada bovina recuou 0,34% na última semana e fechou sexta-feira cotada em R$ 10,32/kg. Em 2019, acumula queda de 3,05%.

Por sua vez, o preço do frango resfriado subiu 5,6%, para 4,72/kg, no comparativo semanal. Em 2019, acumula alta de 10,81%.

O valor da carne suína ficou estável na última semana, a R$ 6,36/kg. No ano, registra alta de 1,11%.

Preços futuros atingem o patamar mais alto de 2019

Os contratos futuros do boi gordo com vencimentos em abril, maio e outubro atingiram os maiores valores de 2019 na bolsa de mercadorias B3, informa a consultoria Agrifatto.

Ontem, o papel para abril fechou a R$ 157,45/@.

O vencimento maio bateu R$ 155/@.

O contrato para outubro (entressafra da boiada de capim) fechou em R$ 159,45/@.

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