Dia de trégua no movimento de alta do boi gordo

Após concluir as programações de abate, preenchidas ao menos até o começo da próxima semana, muitas unidades frigoríficas saíram das compras de boiadas nesta quarta-feira, 24

Nesta quarta-feira, 24 de novembro, o mercado brasileiro do boi gordo operou com preços mais acomodados, informam as consultorias que acompanham diariamente o setor pecuário.

“O mercado dá uma ligeira trégua na trajetória de valorização da arroba devido”, relata a IHS Markit.

Dados levantados pela Scot Consultoria nas praças paulista apontam negócios para o boi gordo a R$ 315/@, enquanto a vaca e a novilha prontas para abater valem R$ 290/@ e R$ 302/@, respectivamente (preços brutos e a prazo).

“O mercado de São Paulo segue em ritmo de espera, com as escalas de abate relativamente confortáveis”, afirmam a Scot, referindo-se ao desenrolar da decisão da China em liberar a entrada em seu país de cargas de carne bovina brasileira certificada embarcadas antes 4 de setembro, data do início do embargo chinês,  ocorrido após a confirmação de dois casos atípicos de vaca louca no País.

Segundo a IHS, as indústrias frigoríficas passaram a cadenciar o ritmo de compra de gado gordo à espera de mais consistência nas vendas da carne bovina.

O objetivo dos abatedouros é conseguir repassar ao mercado consumidor os custos operacionais gerados pelas disparadas recentes da arroba.

Porém, a oferta de boiadas gordas segue bastante restrita em todas regiões do País, ainda mais depois da desova de animais terminados nos confinamentos.

“O cenário ainda sugere firmeza aos preços da boiada gorda”, destaca a IHS.

Na avaliação da consultoria, após concluir as programações de abate, preenchidas ao menos até o começo da próxima semana, muitas unidades frigoríficas saíram das compras de boiadas nesta quarta-feira.

A especulação forte em relação aos preços afastou parte dos compradores”, destaca a IHS, que acrescenta: “A estratégia adotada entre alguns frigoríficos é de regular as compras de boiada”.

Algumas unidades estão postergando abate, pulando dia em suas escalas, utilizando lotes próprios, o que reforça o atual quadro de escassez de oferta, dizem os analistas da consultoria.

Sendo assim, o setor pecuário passa a aguardar a virada de mês, quando, teoricamente, o consumo interno de carne bovina tende a subir, estimulado pelo recebimento dos salários.

No front externo, observa a IHS Markit, as novidades com relação à China ainda são moderadas, pois o Ministério de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) segue com tratativas para maior regulação das vendas da carne bovina brasileira ao mercado chinês.

“De olho nesta condição, o Mapa segue buscando novos mercados consumidores no exterior, visando ampliar a atuação brasileira”, informa a IHS.

Nesta semana, autoridades sanitárias do governo da Rússia disseram que o país retomará à importação de carne bovina e suína de 12 unidades brasileiras. A Rússia não importava produto brasileiro desde 2017, relembra a consultoria.

Na B3, os ganhos computados também foram tímidos no fechamento da sessão passada.

“Agentes passaram a aguardar por mais novidades com relação ao mercado externo. A notícia sobre a liberação de carga à China chegou a trazer ânimo, mas ainda gera cautela, pois visa somente carregamentos adquiridos antes do dia 4 de setembro”, ressalta a IHS.

Portanto, continua a consultoria, embora a oferta de boiada gorda continue restrita em todo o Brasil, resta saber qual será o comportamento de grande parte das indústrias frigorificas nos próximos dias.

Nesta quarta-feira, entre as principais praças pecuárias brasileiras, os poucos movimentos de alta na arroba do boi gordo ocorreram nos estados do Mato Grosso e Goiás.

“A dificuldade na aquisição de lotes mais volumosos em meio às curtas escalas de abate gerou espaço para novas valorizações na arroba nessas regiões”, justifica a IHS.

Porém, mesmo com o avanço da arroba, os poucos negócios efetivados envolveram lotes pequenos, acrescenta a consultoria.

Nas demais regiões, apesar da baixa liquidez, o ambiente é de preços firmes.

“O tamanho e qualidade do lote são determinantes para a formação de preços diferenciados”, relata.

No atacado, o volume das vendas se mostrou mais lento nesta quarta-feira, informa a IHS.

No entanto, a baixa oferta de mercadoria e o fluxo regular seguem oferecendo suporte aos preços dos principais cortes bovinos.

“De certa forma, a irregularidade no abate de animais tem mantido os estoques bem regulados à demanda vigente”, relatam os analistas.

Cotações máximas desta quarta-feira, 24 de novembro, segundo dados da IHS Markit:

SP-Noroeste:

boi a R$ 320/@ (prazo)
vaca a R$ 300/@ (prazo)

MS-Dourados:

boi a R$ 310/@ (à vista)
vaca a R$ 286/@ (à vista)

MS-C.Grande:

boi a R$ 305/@ (prazo)
vaca a R$ 290/@ (prazo)

MS-Três Lagoas:

boi a R$ 304/@ (prazo)
vaca a R$ 286/@ (prazo)

MT-Cáceres:

boi a R$ 297/@ (prazo)
vaca a R$ 285/@ (prazo)

MT-Tangará:

boi a R$ 294/@ (prazo)
vaca a R$ 286/@ (prazo)

MT-B. Garças:

boi a R$ 298/@ (prazo)
vaca a R$ 284/@ (prazo)

MT-Cuiabá:

boi a R$ 296/@ (à vista)
vaca a R$ 283/@ (à vista)

MT-Colíder:

boi a R$ 296/@ (à vista)
vaca a R$ 281/@ (à vista)

GO-Goiânia:

boi a R$ 305/@ (prazo)
vaca R$ 296/@ (prazo)

GO-Sul:

boi a R$ 310/@ (prazo)
vaca a R$ 293/@ (prazo)

PR-Maringá:

boi a R$ 310/@ (à vista)
vaca a R$ 291/@ (à vista)

MG-Triângulo:

boi a R$ 320/@ (prazo)
vaca a R$ 296/@ (prazo)

MG-B.H.:

boi a R$ 310/@ (prazo)
vaca a R$ 296/@ (prazo)

BA-F. Santana:

boi a R$ 296/@ (à vista)
vaca a R$ 286/@ (à vista)

RS-Porto Alegre:

boi a R$ 315/@ (à vista)
vaca a R$ 297/@ (à vista)

RS-Fronteira:

boi a R$ 315/@ (à vista)
vaca a R$ 297/@ (à vista)

PA-Marabá:

boi a R$ 293/@ (prazo)
vaca a R$ 286/@ (prazo)

PA-Redenção:

boi a R$ 291/@ (prazo)
vaca a R$ 286/@ (prazo)

PA-Paragominas:

boi a R$ 289/@ (prazo)
vaca a R$ 283/@ (prazo)

TO-Araguaína:

boi a R$ 298/@ (prazo)
vaca a R$ 283/@ (prazo)

TO-Gurupi:

boi a R$ 2896/@ (à vista)
vaca a R$ 281/@ (à vista)

RO-Cacoal:

boi a R$ 288/@ (à vista)
vaca a R$ 279/@ (à vista)

RJ-Campos:

boi a R$300/@ (prazo)
vaca a R$ 286/@ (prazo)

MA-Açailândia:

boi a R$ 286/@ (à vista)
vaca a R$ 266/@ (à vista)

Compartilhe
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no linkedin
Compartilhar no telegram
Compartilhar no email
Compartilhar no whatsapp
WhatsApp
Compartilhar no facebook
Facebook
Compartilhar no twitter
Twitter
Compartilhar no linkedin
LinkedIn
Compartilhar no telegram
Telegram
Compartilhar no email
Email

Publieditorial

Cromo: Mineral essencial para bovinos de corte

O cromo é um dos principais minerais utilizados na nutrição de bovinos de corte em todas as fases da vida produtiva, e é reconhecidamente essencial para o organismo dos animais e humanos há mais de 40 anos.

Cromo: Mineral essencial para bovinos de corte

O cromo é um dos principais minerais utilizados na nutrição de bovinos de corte em todas as fases da vida produtiva, e é reconhecidamente essencial para o organismo dos animais e humanos há mais de 40 anos.

2742961

Newsletters DBO

Os destaques do dia da pecuária de corte, pecuária leiteira e agricultura diretamente no seu e-mail.