Diga que valeu, que valeu muito, que valeu demais!

O zootecnista Christiano Nascif mostra que a relação custo-benefício da assistência técnica mais que compensa

Por Christiano Nascif  

O resultado de um programa de assistência técnica e gerencial eficiente, executado por consultores competentes, já é bem conhecido: maior produção de leite com qualidade. Mas é sustentável economicamente? Vale a pena o produtor de leite investir em assistência técnica gerencial de qualidade?

Para responder a essas perguntas, utilizamos as informações obtidas dos produtores de leite que participam do Educampo/Sebrae há cinco anos. Mantivemos a mesma amostra de produtores para analisarmos a evolução na produção de leite deste grupo. Os dados se referem ao período de abril/13 a março/18, com os dados econômicos deflacionados pelo IGP-DI maio/18.

Esse grupo de produtores, atendido pelo Educampo nos últimos cinco anos, conseguiu aumentar a produção de leite em 32,4% no período de abril-13/março-14 a abril-17/março-18. Nesse mesmo período a produção de leite no Estado de Minas Gerais reduziu em 6,4%.

Impressionantes esses números, não acham?

Enquanto os produtores de leite de Minas Gerais, o maior estado produtor do Brasil, reduziram expressivamente a produção, os participantes do Educampo em Minas Gerais aumentaram, em média, mais de um terço, no mesmo período.

Além de aumentar a renda bruta desses empresários rurais, foram gerados mais empregos e arrecadados mais impostos, em nível municipal, estadual e federal. Para as agroindústrias e cooperativas parceiras representou mais leite na plataforma, aumentando e viabilizando a escala industrial.

Entretanto, como muitos sabem, aumentar a renda bruta necessariamente não representa sobrar mais dinheiro no bolso do produtor de leite. Para sobrar dinheiro deve haver margem na diferença entre o preço de leite vendido e o custo total de produção. Para haver margem positiva tem que ter eficiência no processo produtivo, para produzir mais com custos equilibrados. Percebam: custo equilibrado e não custo mínimo! Lembrem-se de que nem sempre o custo mínimo equivale ao lucro máximo! Encontrar esse equilíbrio deverá ser a meta do bom consultor, juntamente com seu cliente, o produtor de leite. Aí está o pulo da vaca!

Quando os consultores técnicos entenderem que os seus clientes não são os animais, as lavouras, as pastagens e, sim, o produtor rural, especificamente o bolso deste empresário, a transformação econômica do agronegócio brasileiro será acelerada na mesma velocidade em que as transformações tecnológicas vêm acontecendo.

Para os produtores do Educampo, o aumento da renda bruta foi acompanhado do aumento das margens. Mérito dos produtores e consultores, ambos competentes e comprometidos em alcançar o equilíbrio entre ótimo produtivo e o ótimo econômico da empresa rural.

Para responder sobre a viabilidade ou não de pagar por uma assistência técnica e gerencial de qualidade, consideramos que se esses produtores não participassem do Educampo, não teriam um crescimento de 32,4% na produção e, sim, um decréscimo de 6,4%, conforme média estadual no período analisado. A diferença entre o volume que eles produzem realmente e o decréscimo na produção, caso eles não participassem do Educampo, foi de 466.271,4 litros no período de cinco anos, por produtor do Educampo.

Considerando os custos de produção e o preço médio Cepea-MG de R$ 1,27/L no período analisado, deflacionado pelo IGP-DI maio/18, a margem líquida acumulada por produtor, no mesmo período, foi de R$ 118.432,94.

Mas e daí, valeu a pena? Até agora não consideramos o investimento que esses produtores fizeram ao pagar pela assistência técnica e gerencial.

Em média cada produtor pagou R$ 500/mês para custear o Educampo e a agroindústria parceira pagou os outros R$ 500/mês/produtor. Foram cinco anos, o que equivale a 60 meses. Portanto o investimento para pagar a assistência técnica e gerencial do Educampo foi de R$ 30.000 por produtor, acumulado no período analisado.

Investiram R$ 30.000 em assistência técnica e gerencial de qualidade e alcançaram uma margem líquida de R$ 118.432,94, ambos os valores acumulados durante cinco anos, por produtor. Agora ficou fácil fazer a conta, ou seja, a relação benefício-custo do Educampo foi positiva em R$ 3,94, ou seja, para cada R$ 1 investido no Educampo houve um retorno de R$ 2,94 a mais para o bolso do produtor de leite.

A resposta fica para você, atento produtor e leitor dessa coluna: valeu ou não a pena investir na assistência técnica e gerencial de qualidade?

Diga que valeu, valeu demais!

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