Dirigentes da Embrapa e da Unipasto discutem demandas e tendências do mercado de forrageiras

A reunião teve por objetivo estreitar os laços da parceria de 19 anos, além de trocar experiências relacionadas ao programa de melhoramento genético de forrageiras

Desde o início da pandemia que as equipes não se reuniam presencialmente para discutir a parceria de projetos relacionados ao Programa de Melhoramento de Forrageiras Tropicais e o resultado foi positivo, avaliam os dirigentes das entidades.

O chefe-geral da Embrapa Gado de Corte, Antonio Rosa, classificou a reunião como muito importante.

“Do lado da Embrapa tivemos oportunidade de ouvir o que o mercado tem a nos dizer, tanto com relação a cultivares já lançadas, como para demandas latentes dos produtores, o que nos proporciona aprimorar o foco dos nossos trabalhos e estabelecer prioridades de pesquisa”.

Já para a Associação para o Fomento à Pesquisa de Melhoramento de Forrageiras (Unipasto), Rosa diz que foi oportuno os representantes conhecerem de perto a complexidade de um programa de melhoramento, de lançar novas cultivares, das dificuldades enfrentadas numa época de escassez de recursos orçamentários, financeiros e de mão-de-obra e, acima de tudo, a responsabilidade dos pesquisadores diante desta missão tão desafiadora para a cadeia produtiva. “Por isso é tão importante para ambas as instituições fortalecer a parceria”, finaliza.

O encontro aconteceu no final de setembro na sede da Embrapa Gado de Corte (Campo Grande, MS) com as presenças do presidente da Unipasto, Pierre Marie Jean Patriat, e do gerente-executivo, Marcos Roveri José.

Eles foram recepcionados pelos chefes da Unidade e se encontraram com gestores e pesquisadores da área de forrageiras. A reunião teve por objetivo estreitar os laços da parceria de 19 anos, trocar experiências relacionadas ao programa de melhoramento genético de forrageiras e discutir demandas e tendências desse mercado.

Durante dois dias de visita, os representantes da Unipasto se reuniram com pesquisadores e gestores da Unidade quando discutiram o aperfeiçoamento e o fortalecimento da parceria para que esta continue a entregar aos pecuaristas novas forrageiras que contribuam cada vez mais com a produção pecuária nacional e internacional.

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No encontro com os melhoristas que coordenam os dois principais gêneros da parceria (braquiária e panicum) e demais pesquisadores que atuam em pastagens, discutiu-se aspectos dos programas de melhoramento, especialmente sobre novas cultivares e exemplares em desenvolvimento.

A visita aos campos experimentais foi mais uma oportunidade de interação entre pesquisadores e dirigentes da Unipasto. Para a pesquisadora Jaqueline Verzignassi “a visita foi muito produtiva, com discussões extremamente positivas e grandes trocas de experiências”.

Sanzio Barrios confirma que o encontro foi bastante proveitoso. “Na oportunidade foram mostrados os experimentos mais finalísticos voltados para o desenvolvimento de novas cultivares de braquiária, no médio prazo”.

Além disso, foram discutidos os potenciais desses híbridos, candidatos a novas cultivares no futuro, e o que se espera das novas cultivares de braquiária.

“Devido à pandemia, não houve encontro presencial com os representantes da Unipasto e esse momento foi muito importante”, ressalta o pesquisador.

A gestora do gênero Panicum maximum no convênio Embrapa/Unipasto e gestora geral dos planos anuais de trabalho (PAT) dentro deste convênio, a pesquisadora Liana Jank também participou do encontro em sala e no campo e deu seu parecer. “Pudemos discutir com mais profundidade e entender melhor as prioridades da Unipasto quanto às cultivares a serem desenvolvidas e eles entenderam melhor quais nossos anseios”.

O gestor do PAT na Embrapa, pesquisador Mateus Santos, apontou alguns temas discutidos durante a visita, como por exemplo, o realinhamento de pesquisa visando maior foco de produtos, atualização de cenários da parceria para o futuro e retorno às visitas presenciais.

Em sua opinião, a parceria de quase 20 anos passou por muitas mudanças internas e externas e o que se pretende agora é realinhar esta parceria frente às mudanças de cenários para que tanto a Embrapa quanto a Unipasto mantenham-se protagonistas no mercado de forragens.

O presidente da Unipasto, Pierre Patriat, classificou o encontro como muito positivo e que a troca de ideias propiciou avanços. Alguns projetos serão acelerados para compensar o atraso ocasionado durante a pandemia, disse Pierre que ficou satisfeito com o que encontrou no campo.

“Deu para perceber que os pesquisadores não pararam com os experimentos e que os trabalhos estão avançados”. A base de germoplasma que a Embrapa possui é muito boa, disse Pierre que reafirmou a intenção de acelerar futuros lançamentos e fortalecer cada vez mais a parceria porque a resposta da Embrapa é boa.

A Unipasto – A Associação para o Fomento à Pesquisa de Melhoramento de Forrageiras é uma instituição sem fins lucrativos que congrega 42 empresas produtoras e distribuidoras de sementes de pastagem no Brasil abrangendo os Estados da Bahia, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e São Paulo.

Fundada em 2002, a partir da parceria firmada com a Embrapa a Unipasto atua em prol da pesquisa científica para o lançamento de novas cultivares forrageiras e tecnologias para diversificar e fortalecer o desempenho da agropecuária nacional.

Em conjunto com a Embrapa, a Unipasto contribui para que o setor de sementes forrageiras participe efetivamente nas elaborações e implementação de leis e normas, através das entidades oficiais reguladoras do mercado de sementes, além de promover um ambiente de negócios mais competitivo e justo para produtores e mercado.

O objetivo da instituição visa a excelência das sementes forrageiras nacionais, trabalhando na busca constante em inovação e tecnologia e de soluções no combate à pirataria sobre a multiplicação e a comercialização ilegal de cultivares protegidas.

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