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Efeitos da peste suína na China começam a ser sentidos no Brasil

Exportações brasileiras de carne suína avançaram 44,3% em abril e atingiram 58,1 mil toneladas. Embarques de carne bovina cresceram 53,5%
Foto: Pixabay

Os efeitos da febre suína africana na China e a consequente redução da oferta de proteína animal no país já dá sinais de impactos no Brasil. Dados da balança comercial de abril e de preço médio no último mês indicam que a demanda chinesa tem reduzido a oferta no mercado interno brasileiro em meio ao aumento das exportações para o país.

Em seu boletim mensal, o Cepea destaca que o preço do frango vivo no Estado de São Paulo atingiu o maior patamar desde 2015, cotado a R$ 3,45 o quilo em abril. No mesmo período, as exportações brasileiras de carne de frango in natura avançaram quase 32%, atingindo 310,8 mil toneladas.

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No caso da carne suína, as exportações brasileiras avançaram 44,3% em abril e atingiram 58,1 mil toneladas. O volume inclui produtos in natura e processados, com a China respondendo por quase 52% da demanda. Em receita, houve aumento de 27,6% nas exportações do setor, com US$ 119,7 milhões. No acumulado do ano, as exportações somam 215,7 mil toneladas, avanço de 10,29% ante 2018.

Desde o início desta semana, um comitiva liderada pelo Ministério da Agricultura se encontra em viagem pela Ásia. Entre os países a serem visitados, está a China, país que deve apresentar queda de 20% a 35% na sua produção de carne suína este ano, segundo previsão do Rabobank. Em 31 de março, o plantel de suínos do país chegava a 375,3 milhões de animais, quase 40 milhões a menos do que um ano antes, de acordo com a Agência Nacional de Estatísticas da China. Trata-se do menor volume em quase duas décadas.

A estimativa do Ministério da Agricultura brasileiro é de que o Brasil tenha 79 plantas frigoríficas com capacidade de serem habilitadas a atender a demanda da China. No início desta semana, o governo chinês autorizou a exportação de gordura comestível de carne de porco do Brasil para suprir a demanda local após o surto de peste suína. A medida atendeu um pedido da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) e foi comemorada pelo presidente da república, Jair Bolsonaro. “Até o fim de 2019, a China pode ter um déficit de oferta de 1 milhão a 2 milhões de toneladas no processamento de suínos. Podemos avançar muito neste setor”, disse o presidente.

“Eles [os chineses] vão precisar importar muito mais carne suína, mas também bovina e de frango pra compensar essa tragédia que está acontecendo”, observou Adolfo Fontes, economista do banco, durante evento realizado na Sociedade Rural Brasileira em março deste ano. Segundo ele, os chineses intensificaram os abates no início deste ano com o intuito de conter a disseminação da doença, o que deve impactar a demanda nos próximos meses.

Durante a visita oficial à China, o governo brasileiro pretende apresentar uma lista de 33 frigoríficos que atendem ás exigências prévias das autoridades chinesas – entre elas, estarem habilitados a exportar para a União Europeia. O critério gerou desconforto entre as empresas do setor, levando a Associação Brasileira de Frigoríficos a denunciar o favorecimento de grandes exportadores.

Em resposta, o Ministério da Agricultura afirmou que vai elaborar uma segunda lista de estabelecimentos inspecionados mas não habilitados a exportar para a China será apresentada aos importadores do país. No último mês, as exportações brasileiras de carne bovina somaram 132,86 mil toneladas, aumento de 53,5% ante igual período do ano passado, com faturamento 43,3% maior – US$ 502,1 milhões.

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