Embarque aquecido garante uma arroba forte ao pecuarista

Na transição da safra para a entressafra do boi, preços sobem nas principais regiões produtoras

O mercado do boi gordo registrou novas valorizações nesta quarta-feira, 17 de junho, com destaque para as praças pecuárias com maior representatividade do setor de exportação de carne bovina. “As plantas brasileiras de frigoríficos habilitados para exportar mantêm um ritmo regular de produção de carne, elevando os valores oferecidos nas aquisições do gado”, relata a Informa Economics FNP, acrescentando que, nessas regiões, os pecuaristas são beneficiados pelos bons prêmios pagos, de R$ 5-10/@, para animais que atendem aos requisitos internacionais – destaque para o chamado “boi-China” (abatidos com idade não superior a 30 meses).

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Por sua vez, os frigoríficos que atendem apenas à demanda doméstica encontram maiores dificuldades em avançar com as programações de abate, informa a FNP. Com o enfraquecimento do consumo doméstico de proteínas, gerado sobretudo pela crise da Covid-19, o escoamento dos cortes bovinos para o atacado segue irregular, sem espaço para maiores ajustes nos preços da carne, prejudicando as margens obtidas frente aos altos custos da boiada gorda, acrescenta a consultoria.

Nesta quarta-feira, o movimento mais forte de valorização da arroba foi observado em algumas praças do Centro-Oeste brasileiro e também em regiões pecuárias do Norte do País.  No Mato Grosso, a boiada gorda subiu de preço nas praças de Cuiabá, Barra do Garças, Tangará e Cáceres, de acordo com levantamento de hoje da FNP (veja quadro com as cotações em cada região no final deste texto). Em Goiânia e região Sul de Goiás também houve valorizações nas cotações da arroba.

Nas regiões ao norte do País, os pastos seguem com boa disponibilidade de massa verde, em função do volume regular de chuvas ao longo do ano, fomentando a retenção do gado terminado nas propriedades, relata a FNP. Essa oferta restrita de boiadas tem emplacado forte pressão altista nas cotações dos animais engordados nos pastos de Rondônia e Tocantins.

Em São Paulo, a atuação ativa dos frigoríficos, que atendem ao mercado internacional tem dado suporte para manutenção dos preços firmes da arroba, hoje cotada a R$ 209, a prazo. Em Minas Gerais, a arroba se fortaleceu nesta quarta-feira em meio a baixa disponibilidade de animais no mercado.

Confira as cotações desta quarta-terça, 17 de junho, de acordo com a FNP:

SP-Noroeste: R$ 209/@ a (prazo)

MS-Dourados: R$ 193/@ (à vista)

MS-C. Grande: R$ 197/@ (prazo)

MS-Três Lagoas: R$ 199/@ (prazo)

MT-Cáceres: R$ 184/@ (prazo)

MT-Tangará: R$ 183/@ (prazo)

MT-B. Garças: R$ 184/@ (prazo)

MT-Cuiabá: R$ 180/@ (à vista)

MT-Colíder: R$ 177/@ (à vista)

GO-Goiânia: R$ 194/@ (prazo)

GO-Sul: R$ 197/@ (prazo)

PR-Maringá: R$ 197/@ (à vista)

MG-Triângulo: R$ 195/@ (prazo)

MG-B.H.: R$ 193/@ (prazo)

BA-F. Santana: R$ 196/@ (à vista)

RS-P.Alegre: R$ 196/@ (à vista)

RS-Fronteira: R$ 194/@ (à vista)

PA-Marabá: R$ 196/@ (prazo)

PA-Redenção: R$ 194/@ (prazo)

PA-Paragominas: R$ 200/@ (prazo)

TO-Araguaína: R$ 194/@ (prazo)

TO-Gurupi: R$ 191/@ (à vista)

RO-Cacoal: R$ 179/@ (à vista)

RJ-Campos: R$ 186/@ (prazo)

MA-Açailândia: R$ 187/@ (à vista)

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