Charolês: Embrapa e ABCC vão mensurar emissão de metano em touros

A pesquisa está associada à Prova de Eficiência Alimentar (PEA) e busca mensurar o valor de emissão de metano (CH4) para cada quilo de alimento consumido pelos animais e transformado em peso

A Embrapa Pecuária Sul e a Associação Brasileira de Criadores de Charolês (ABCC) estão avaliando os touros da raça quanto a emissão de metano entérico.

A pesquisa está associada à Prova de Eficiência Alimentar (PEA) e busca mensurar o valor de emissão de metano (CH4) para cada quilo de alimento consumido pelos animais e transformado em peso.

O objetivo é avaliar os reprodutores mais eficientes na conversão alimentar e quais deles têm menor taxa de emissão do gás, que é produzido durante a digestão dos ruminantes e dispersado na atmosfera por eructação.

A PEA é um teste tradicional conduzido pela Embrapa. A prova trabalha com dados científicos para a seleção de animais que se alimentam de forma mais eficiente, ou seja, consumam menos para alcançar melhores índices produtivos.

Conforme a pesquisadora da Embrapa Pecuária Sul Cristina Genro, ao se fazer a relação da PEA com a mensuração de metano emitido, acrescenta-se mais uma informação que pode ser usada na seleção e melhoramento genético, na busca por uma pecuária cada vez mais sustentável.

Foto: Fernando Goss

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“É mais uma contribuição da ciência, em parceria com as associações de raça, na busca por uma pecuária mais produtiva, eficiente e que atenda ao grande anseio dos consumidores por alimentos saudáveis e produzidos com sustentabilidade”, destacou a pesquisadora.

“Trata-se de uma avaliação inédita em animais charolês no Brasil e provavelmente na América Latina. Desta forma, a raça está alinhada a uma tendência mundial, que é a inclusão futura desta característica como critério de seleção de animais mais eficientes e adequados a sistemas de produção mais sustentáveis. Para isso, o primeiro passo é mensurar, que é justamente o que a Embrapa está realizando de forma pioneira na raça, mostrando a todos nós um caminho sem volta”, revela o gerente de fomento da Associação Brasileira de Criadores de Charolês, zootecnista Nathã Carvalho.

Durante a PEA e a avaliação de emissão de metano, os reprodutores ficam confinados, com acesso à alimentação e água sem restrição, conforme as recomendações de bem-estar animal. Antes da PEA, os animais também passaram pela Prova de Avaliação a Campo (PAC).

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