Entenda o que é o nitrato de amônio, produto largamente utilizado na agropecuária brasileira

O tema ganhou relevância com as explosões em Beirute, mantando 137 pessoas e ferindo cerca de 5 mil
Nitrato de amônio. Foto: Governo do Estado do Paraná

As explosões que abalaram Beirute, no Líbano, na última terça-feira (4/8) foram causadas pela detonação de 2.750 toneladas de nitrato de amônio que estavam armazenadas há 6 anos no porto da capital, segundo o primeiro-ministro do Líbano, Hasan Diab. De acordo com o Ministério da Saúde do país, até o momento 137 pessoas morreram e cerca de 5 mil ficaram feridas.

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O composto é um produto químico (NH4NO3) aplicado na agricultura como fertilizante. É utilizado, também, como matéria-prima para a fabricação de gases anestésicos, tratamento de esgotos e produção de explosivos.

Por ser um fertilizante de alto teor de nitrogênio – nutriente vital para as plantas-, é utilizado em larga escala na melhoria da produtividade dos solos agrícolas brasileiros. Devido a suas propriedades químicas, requer cuidados especiais em sua armazenagem, manuseio, transporte e aplicação”, diz Eduardo de Souza Monteiro, presidente da Associação Nacional para Difusão Adubos (Anda).

Em nota, a entidade afirma que todos os fertilizantes à base de nitrato de amônio, em condições normais, são substâncias estáveis que não apresentam risco e não são inflamáveis. “Eles podem se decompor apenas se expostos a condições inadequadas de calor, contaminação ou confinamento”, afirma o executivo. “E caso tal decomposição ocorra, e não seja debelada adequadamente, pode ocasionar o aumento da intensidade do fogo ou mesmo causar explosões.”

Nitrato de amônio nos portos brasileiros

Entre janeiro a julho deste ano, o Brasil importou 207.860 toneladas de nitrato de amônio desembarcados nos portos de Paranaguá e Antonina, no Paraná. Em 2019, no mesmo período, foram 299.407 toneladas. A principal origem do produto é a Rússia. O porto de Paranaguá é a principal porta de entrada dos fertilizantes no Brasil. No ano passado foram quase 9 milhões de toneladas, volume que representa cerca de 30% do total comprado pelo Brasil.

Nunca tivemos problemas relacionado a essa substância. A autoridade portuária, assim como os terminais, operadores e armazéns, atuam com os devidos planos de segurança atualizados”, afirma Luiz Fernando Garcia, diretor-presidente da Portos do Paraná.

Ele diz ainda que “especificamente em relação ao nitrato de amônio, quem trabalha com o produto segue uma rígida rotina de fiscalização e prestação de contas impostas pela Diretoria de Fiscalização de Produtos Controlados (DFPC), ligada ao Exército Brasileiro”. Garcia lembra que a mão de obra utilizada nas operações dos granéis de importação é extremamente qualificada. “As empresas sempre oferecem curso e capacitação para os trabalhadores da faixa portuária, de terminais e armazéns”, afirma ele.

Nos portos do Paraná,  segundo a Diretoria de Operações, são 11 armazéns credenciados. “É um produto controlado pelo Exército, que inspeciona os armazéns, e apenas com esta liberação é que credenciamos os armazéns para receber o produto”, diz Luiz Teixeira da Silva Júnior, diretor de Operações da Portos do Paraná.

 

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