EUA aceleram linha de abate de suínos e provocam tensão no chão das fábricas

Sindicato da União move ação contra a decisão de Trump, alegando risco para os trabalhadores

Em meados de setembro, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) anunciou mudanças de regras no sistema de inspeção em fábricas norte-americanas de produção de carne suína, removendo os limites da velocidade das linhas de abate. Como resultado, o USDA estima a uma economia anual média para grandes fábricas de processamento de suínos em US $ 3,78 milhões, pois tal iniciativa, calcula, resultará em aumento de 12,5% na produção. A decisão animou o setor produtivo – que mira o forte aumento da demanda pela China, que teve o rebanho devastado pelo vírus da peste suína africana –, mas provocou discórdia entre os representantes dos trabalhadores.

Na segunda-feira, 7 de outubro, o Sindicato Internacional dos Trabalhadores Comerciais e Alimentares da União (UFCW) entrou com uma ação federal para bloquear a medida do governo (Donald) Trump para acabar com os limites da velocidade das linhas de abate de suínos, argumentando que a nova regra levaria a mais lesões entre os funcionários e poderia afetar a segurança alimentar. “A segurança dos alimentos e trabalhadores da América não estão à venda, e esse processo busca garantir que essa regra perigosa seja anulada e que essas empresas sejam responsabilizadas”, afirmou Marc Perrone, presidente da UFCW, segundo texto divulgado pela agência Bloomberg.

Em resposta, o Serviço de Inspeção e Segurança Alimentar do USDA disse, também em comunicado, que não comenta litígios pendentes. Os trabalhadores de frigoríficos já sofrem ferimentos e doenças mais que o dobro dos casos ocorridos com empregados de todas as empresas privadas, afirma a ação movida pelo sindicato, citando dados governamentais de segurança ocupacional.

Na época da divulgação da mudança das regras de abate, o presidente do Conselho Nacional de Produtores de Carne Suína, David Herring, também produtor de Lillington, Carolina do Norte, disse à Bloomberg que a nova regra “incentiva o investimento em novas tecnologias e garante um fornecimento seguro de carne de porco”.

Em nota, o Conselho Nacional de Produtores de Carne Suína e o Instituto Norte-Americano de Carne elogiaram as mudanças nas regras. Sob o novo sistema de inspeção, que é voluntário, os funcionários do governo terão “mais tempo para concentrar a atenção na verificação dos requisitos de segurança alimentar e bem-estar dos animais e estimularão a inovação na segurança alimentar”, afirmou o Instituto.

Compartilhar no facebook
Facebook
Compartilhar no twitter
Twitter
Compartilhar no linkedin
LinkedIn
Compartilhar no pinterest
Pinterest
Compartilhar no pocket
Pocket
Compartilhar no whatsapp
WhatsApp
Compartilhar no skype
Skype
Compartilhar no email
Email
Compartilhar no telegram
Telegram
Compartilhar no facebook
Facebook
Compartilhar no twitter
Twitter
Compartilhar no linkedin
LinkedIn
Compartilhar no pinterest
Pinterest
Compartilhar no pocket
Pocket
Compartilhar no email
Email
Compartilhar no tumblr
Tumblr
Compartilhar no print
Print

Notícias relacionadas:

[banner-link-364-x-134-home-geral1]

[banner-link-364-x-134-home-geral2]

[banner-link-364-x-134-home-geral3]

TV DBO

A DBO Editores Associados, fundada em junho de 1982, sempre se caracterizou como empresa jornalística totalmente focada na agropecuária. Seu primeiro e principal título é a Revista DBO, publicação líder no segmento da pecuária de corte. O Portal DBO é uma plataforma digital com as principais notícias e conteúdo técnico dos segmentos de corte, leite, agricultura, além da cobertura dos leilões de todo o Brasil.

Todos direitos reservados @ 2019 | Rua Dona Germaine Burchard, 229 | Bairro de Perdizes, São Paulo-SP

Do NOT follow this link or you will be banned from the site!
×
×

Carrinho

Encontre as principais notícias e conteúdos técnicos dos segmentos de corte, leite, agricultura, além da mais completa cobertura dos leilões de todo o Brasil.

Encontre o que você procura: