Exportadores de carne dos EUA esperam abertura da Coreia do Sul

Traders consideram que acordo entre Japão e EUA tenha sido primeiro passo para que outros países retirem embargos a carne bovina americana

Exportadores norte-americanos de carne bovina esperam que outros países asiáticos ampliem o mercado para importações dos Estados Unidos, após o Japão anunciar que vai retomar as compras norte-americanas sem restrições. Traders consideram que o acordo entre Japão e Estados Unidos possa ter sido uma primeira medida para que outros países retirem embargos aos produtos bovinos norte-americanos.

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Entre os possíveis destinos para a ampliação de mercado está a Coreia do Sul, que proíbe importação de carne bovina de animais com menos de 30 meses de idade. “Se o secretário Perdue convocou o Japão a remover (as restrições), não parece tão improvável que esses outros países sigam o exemplo”, disse Troy Vetterkind, proprietário da corretora de gado, Vetterkind Cattle Brokerage.

A liberação do Japão foi vista, por alguns participantes, como antecipação a uma possível escassez de proteína, em virtude da epidemia de peste suína africana (ASF, na sigla em inglês) que dizimou parte do plantel do continente. Somente na China, entre 150 milhões e 200 milhões de suínos forma eliminados pela contaminação com o vírus, de acordo com o governo local. No Vietnã, de acordo com informações governamentais, 1,2 milhão de suínos foram identificados com a doença, que se disseminou pelas 29 províncias do país.

Para alguns traders a carne bovina será uma alternativa popular à carne suína, o que tornaria prudente para países como o Japão e a Coreia do Sul suspenderem as restrições ao produto originado nos Estados Unidos. “Acho que isso é fundamental para confirmar a ideia de que o fornecimento mundial de proteína está diminuindo. É um problema ainda mais crítico no continente asiático”, disse Mike Zuzolo, presidente da consultoria Global Commodity Analytics.

Fonte: ESTADÃO CONTEÚDO

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