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Farto cardápio forrageiro para os bovinos no Semiárido

Pesquisas conduzidas pela Embrapa e CNA apontam melhores cultivares combinadas para a região, visando garantir alimento ano inteiro para o gado

Pasto solteiro de Massai resistiu bem à seca, garantindo 28 t de MS/ha/ano.

Por Larissa Vieira

As chuvas ainda não chegaram à Fazenda Santa Bárbara, em Macajuba, município baiano localizado entre a Zona da Mata e a Caatinga, mas o capim Massai se mantém firme, resistindo bem à estiagem típica da região. Já são quatro anos de pastejo da cultivar em cerca de 200 hectares de pasto. Na área, o rebanho de 1.000 cabeças da raça Nelore é manejado dentro do sistema extensivo de cria, recria e engorda, recebendo suplementação com sal proteinado no período da seca.

“Conseguimos aumentar em até 30% a lotação por hectare, pois o Massai é um capim mais resistente, que funciona melhor quando é bem pastejado. Tem uma rebrota muito satisfatória”, garante o pecuarista Adriano Torres Moreira, que hoje comanda a Santa Bárbara. O projeto de renovação do pasto foi iniciativa de seu pai, Fred Rios Moreira, que iniciou o negócio pecuário da família.

Adriano Torres Moreira, da Fazenda Santa Bárbara, apostou no Massai em lugar do colonião.

A experiência com Massai na propriedade baiana faz parte do Projeto Forrageiras para o Semiárido – Pecuária Sustentável, conduzido pela Embrapa em parceria com o Instituto CNA (Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária). A Santa Bárbara é uma das 13 URTs (Unidade de Referência Tecnológica) instaladas, desde 2017, na região, que compreende 1,03 milhão de km² dentro do bioma caatinga, estendendo-se dos Estados do Nordeste ao norte de Minas. O objetivo do projeto é garantir a autossuficiência alimentar das propriedades por meio do tripé pastagens perenes resistentes à seca, plantas para silagem e “poupança” forrageira (palmas e leguminosas).

Foram escolhidas, para testagem, 30 espécies desses três grupos complementares, que, juntos, garantem maior aproveitamento de área, alimento de boa qualidade para o gado o ano inteiro e menor risco de perdas por ataques de pragas. Na primeira etapa do projeto, os pesquisadores avaliaram principalmente o desenvolvimento vegetativo das cultivares escolhidas, sua produção e sua resistência à estiagem, para identificar quais podem integrar o “cardápio forrageiro” do Semiárido.

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