Frigorífico sai da moita e preço do boi gordo reage

Depois de quase duas semanas de pressão baixista, cotações são um pouco mais consistentes no mercado pecuário

Nesta quarta-feira, oferta de boiada gorda não foi suficiente para atender o aumento da demanda dos frigoríficos, o que resultou em valorizações da arroba em algumas importantes praças pecuárias brasileiras, sobretudo no Centro-Oeste brasileiro, região que concentra o maior contingente de animais de corte do País.

Foi a primeira vez que os preços do boi gordo registraram reação um pouco mais consistente depois do agravamento da crise do novo coronavírus no Brasil, há cerca de duas semanas.

“As escalas de abate encurtadas reforçam a expectativa de pressão positiva da arroba no curtíssimo prazo”, destaca a Agrifatto. Segundo a consultoria, atualmente, as cotações nas praças paulistas variam ao redor dos R$ 195/@, e as programações de abate encerraram a última terça-feira com média de três dias úteis. “Os pecuaristas do Estado buscam uma arroba mais próxima dos R$ 200, patamar registrado até a primeira quinzena de março”, avalia a Agrifatto.

Há relatos de que as vendas de carne bovina no varejo de São Paulo foram boas durante o final de semana, o que deu suporte tanto para os preços da proteína como para a valorização do boi gordo, analisa a Informa Economics FNP.

Ainda de acordo com a FNP, o fluxo de vendas de cortes bovinos tem se mostrado atípico para o período. “Mesmo com o final do mês, período de menor disponibilidade de dinheiro entre os consumidores, a demanda por carne tem se mantido ativa e sustentada principalmente por um aumento nas compras no varejo”, ressalta a consultoria.

Outras regiões

Nas praças do Mato Grosso do Sul, os preços do gado gordo subiram nesta quarta-feira devido à atuação mais ativa de frigoríficos de fora do Estado, segundo a FNP. Mato Grosso e Goiás também registram um maior volume de negócios efetivados, o que também resultou em melhoria dos preços da arroba em algumas regiões pecuárias.

No Pará e Tocantins, relata a FNP, as indústrias ofereceram preços mais altos na compra de boiada e conseguiram efetivar negócios, estendo as escalas para o meio da próxima semana.

Na região Norte do País, a valorização da arroba está associada não só ao escoamento de carne para o mercado interno, mas também às exportações de gado em pé. Estima-se que 10 mil cabeças de boiada gorda sejam embarcadas nos navios até o final desta semana, informa a FNP.

Acompanhe aqui as cotações desta sexta-feira do boi gordo, nas principais regiões do Brasil, de acordo com dados da FNP:

SP-Noroeste: R$ 200/@ a (prazo)

MS-Dourados: R$ 182/@ (à vista)

MS-C. Grande: R$ 184/@ (prazo)

MS-Três Lagoas: R$ 177/@ (prazo)

MT-Cáceres: R$ 170/@ (prazo)

MT-Tangará: R$ 171/@ (prazo)

MT-B. Garças: R$ 172/@ (prazo)

MT-Cuiabá: R$ 165/@ (à vista)

MT-Colíder: R$ 163/@ (à vista)

GO-Goiânia: R$ 180/@ (prazo)

GO-Sul: R$ 177/@ (prazo)

PR-Maringá: R$ 192/@ (à vista)

MG-Triângulo: R$ 182/@ (prazo)

MG-B.H.: R$ 182/@ (prazo)

BA-F. Santana: R$ 182/@ (à vista)

RS-P.Alegre: R$ 192/@ (à vista)

RS-Fronteira: R$ 189/@ (à vista)

PA-Marabá: R$ 187/@ (prazo)

PA-Redenção: R$ 185/@ (à vista)

PA-Paragominas: R$ 187/@ (prazo)

TO-Araguaína: R$ 179/@ (prazo)

TO-Gurupi: R$ 177/@ (à vista)

RO-Cacoal: R$ 163/@ (à vista)

RJ-Campos: R$ 182/@ (prazo)

MA-Açailândia: R$ 177/@ (à vista)

 

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