Sem saída, frigorífico segue pagando mais pelo boi gordo

Sem sinais de recuperação de disponibilidade de gado para abate nas próximas semanas, indústria enfrenta dificuldade para programar seus abates

Nesta quarta-feira (13/1), o mercado do boi gordo intensificou os movimentos de alta nas cotações da arroba em algumas das principais praças pecuárias do Brasil. No geral, a oferta de animais terminados segue bastante restrita, impondo dificuldade para os frigoríficos avançarem com as suas escalas de abate, fator que vem garantindo sustentação aos preços, relata a IHS Markit (veja ao final  as cotações do boi e da vaca gorda nas principais regiões do País).

Segundo apurou a Scot Consultoria, hoje os  frigoríficos de São Paulo abriram o dia pagando R$ 3/@ a mais no boi gordo na comparação diária. Para a novilha gorda, a alta sobre o valor de terça-feira foi de R$ 2/@. Dessa maneira, a cotação de referência da arroba do boi gordo paulista está em R$ 282, preço bruto e à vista. Vacas e novilhas gordas estão sendo negociadas em R$ 265/@ e R$ 275/@, respectivamente. Os negócios para bovinos que atendem os requisitos para exportação estão ocorrendo em torno de R$ 290/@ em São Paulo, de acordo com a Scot.

Segundo a consultoria IHS,  a disponibilidade de gado pronto para abater não mostra sinais de recuperação nas próximas semanas, uma vez que as fazendas que atuam no sistema de confinamento dispõem de lotes residuais, enquanto a oferta de animais terminados a pasto deverá chegar mais tardiamente ao mercado este ano, devido ao atraso do período das chuvas em muitas regiões do País.

Além disso, as indústrias de carne buscam garantir o mínimo abastecimento de suas plantas frigoríficas, uma vez que muitas industrias iniciaram o ano com escalas de abate curtas e operando muito abaixo de sua capacidade instalada.

Neste contexto, informa a IHS, mesmo diante da escalada das indicações de compra, o volume de efetivações envolveu carregamentos pequenos de boiadas, caracterizando o atual momento vivido pelo setor pecuário.

Giro pelas praças

Entre as principais praças da região Sudeste, preços firmes no interior paulista e em Minas Gerais. Na região Centro-Oeste, os preços seguem em alta, diante da dificuldade de compra de animais em volumes mais significativos.

Em Goiás, poucas indústrias conseguiram fechar suas escalas de abate para o começo da próxima semana. No Mato Grosso do Sul, os pequenos volumes que aparecem são absorvidos a preços mais altos.

No Mato Grosso, o foco dos frigoríficos é garantir escalas para ao menos quatro dias, segundo apurou a IHS Markit.

No Sul do Brasil, as plantas frigorificas no Paraná conseguiram preencher as suas escalas de abate até o final da próxima semana e saíram das compras de gado em função da forte especulação.

No Rio Grande do Sul, o mercado voltou a esboçar firmeza.

No Norte e Nordeste, destaque para os Estados de Tocantins, Maranhão e Rondônia. As escalas de abate chegam a atender dois dias úteis, o que demonstra a dificuldade que as indústrias locais enfrentam para compor as suas escalas de abate.

No Pará, as altas acumuladas na arroba do boi gordo permitiram um bom avanço das escalas para uma semana, informa IHS.

Preços estáveis no atacado da carne

No atacado brasileiro, os preços dos principais cortes bovinos permaneceram aparentemente estáveis. A oferta de mercadoria continua irregular, efeito das escalas falhas de abate das indústrias, observa a IHS Markit.

Os resultados das exportações na primeira semana de janeiro também sugerem suporte adicional ao mercado, pois auxilia no enxugamento dos estoques, analisa a consultoria.

Cotações desta quarta-feira (13/1), segundo dados da IHS Markit:

SP-Noroeste:

boi a R$ 287/@ (prazo)
vaca a R$ 268/@ (prazo)

MS-Dourados:

boi a R$ 271/@ (à vista)
vaca a R$ 251/@ (à vista)

MS-C. Grande:

boi a R$ 269/@ (prazo)
vaca a R$ 249/@ (prazo)

MS-Três Lagoas:

boi a R$ 270/@ (prazo)
vaca a R$ 250/@ (prazo)

MT-Cáceres:

boi a R$ 263/@ (prazo)
vaca a R$ 251@ (prazo)

MT-Tangará:

boi a R$ 264/@ (prazo)
vaca a R$ 252/@ (prazo)

MT-B. Garças:

boi a R$ 271/@ (prazo)
vaca a R$ 256/@ (prazo)

MT-Cuiabá:

boi a R$ 269/@ (à vista)
vaca a R$ 254/@ (à vista)

MT-Colíder:

boi a R$ 259/@ (à vista)
vaca a R$ 246/@ (à vista)

GO-Goiânia:

boi a R$ 275/@ (prazo)
vaca R$ 259/@ (prazo)

GO-Sul:

boi a R$ 273/@ (prazo)
vaca a R$ 261/@ (prazo)

PR-Maringá:

boi a R$ 266/@ (à vista)
vaca a R$ 252/@ (à vista)

MG-Triângulo:

boi a R$ 276/@ (prazo)
vaca a R$ 256/@ (prazo)

MG-B.H.:
boi a R$ 281/@ (prazo)
vaca a R$ 262/@ (prazo)

BA-F. Santana:

boi a R$ 266/@ (à vista)
vaca a R$ 251/@ (à vista)

RS-Porto Alegre:

boi a R$ 264/@ (à vista)
vaca a R$ 255/@ (à vista)

RS-Fronteira:

boi a R$ 264/@ (à vista)
vaca a R$ 255/@ (à vista)

PA-Marabá:

boi a R$ 268/@ (prazo)
vaca a R$ 261/@ (prazo)

PA-Redenção:

boi a R$ 266@ (prazo)
vaca a R$ 263/@ (prazo)

PA-Paragominas:

boi a R$ 270/@ (prazo)
vaca a R$ 261/@ (prazo)

TO-Araguaína:

boi a R$ 271/@ (prazo)
vaca a R$ 261/@ (prazo)

TO-Gurupi:

boi a R$ 266/@ (à vista)
vaca a R$ 258/@ (à vista)

RO-Cacoal:

boi a R$ 259 (à vista)
vaca a R$ 247/@ (à vista)

RJ-Campos:

boi a R$ 268/@ (prazo)
vaca a R$ 254/@ (prazo)

MA-Açailândia:

boi a R$ 266/@ (à vista)
vaca a R$ 256/@ (à vista)

 

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Sou pecuarista e esse frigorífico é meu

Leia a Revista DBO que encerra o ano de 2020. Ela conta a mais nova façanha da Cooperaliança, a primeira cooperativa a verticalizar a cadeia da carne bovina, além de trazer outras 25 reportagens e artigos.

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