Frio intenso e geadas põem mercado do boi gordo em banho-maria; em São Paulo, arroba segue a R$ 317

Nos contratos futuros do boi negociados na B3, os vencimentos mais longos registram variações positivas, refletindo a preocupação do mercado com a oferta de animais no final do segundo semestre

Nesta quinta-feira, 29 de julho, os preços da boiada gorda registraram novamente estabilidade na maioria absoluta das praças brasileiras, informam as consultorias que acompanham diariamente o setor pecuário.

A chegada de uma nova massa de ar polar ao Centro-Sul do País estimulou o registro de novas geadas em algumas áreas de produção, reduzindo significativamente a liquidez no mercado pecuário, observa a IHS Markit, consultoria com sede na capital paulista.

“A onda de frio em boa parte do País deixa os frigoríficos em alerta sobre os possíveis impactos sobre as pastagens e, consequentemente, na oferta”, relata a Scot Consultoria, de Bebedouro.

Nas praças paulistas, o boi, a vaca e a novilha prontos para abater estão sendo negociados em R$ 317/@, R$ 292/@ e R$ 310/@, respectivamente (preços brutos e a prazo), de acordo com os dados da Scot.

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Na avaliação da IHS, atualmente, as indústrias frigoríficas no Norte e Nordeste conseguem compor as suas escalas de abate com maior facilidade, em função do aumento da oferta de animais provenientes do primeiro giro de confinamento.

Porém, os preços seguem firmes, apesar do avanço das escalas de abate, que já se encontram ao redor de 10 dias, acrescenta a consultoria.

Além dos problemas climáticos, a região Sul do País segue enfrentando a escassez de contêineres, o que gera represamento de produtos nos entrepostos, reduzindo o interesse dos frigoríficos na aquisição de gado. Lá, informa a IHS, as escalas de abate giram em torno de cinco dias.

Nos contratos futuros do boi negociados na B3, os vencimentos mais longos ainda mostram variações positivas, refletindo a preocupação do mercado com a oferta de animais no final do segundo semestre do ano.

Os contratos futuros para out/21 e nov/21 alcançaram R$ 328,55/@ e R$ 332/@, respectivamente.

O contrato de vencimento mais curto apresenta pouca volatilidade, permanecendo próximo aos preços negociados no mercado físico em São Paulo, em função da aproximação de seu vencimento, no final desta semana.

No mercado atacadista, os preços dos principais cortes bovinos, assim como do couro e sebo industrial, registraram estabilidade nesta quinta-feira, informa a IHS Markit.

A dificuldade de escoamento da carne bovina no varejo persiste, impossibilitando a procura por reposição, relata a consultoria paulista.

“O mercado espera reação de consumo primeira semana de agosto, com o recebimento dos salários no quinto dia útil do mês e a chegada do Dia dos Pais, no dia 8”, observa a IHS.

Preços Cepea – O Indicador CEPEA/B3 (à vista, mercado paulista) fechou a R$ 316,85 na quarta-feira, 27, com leve baixa de 0,52% na parcial de julho (até o dia 27).

No geral, de acordo com pesquisadores do Cepea, os preços da arroba do boi gordo seguem firmes, sustentados pela baixa oferta de animais para abate – reforçada agora pela entressafra – e pelas exportações aquecidas.

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“Ressalta-se que pecuaristas também vêm tentando repassar nos preços de venda do animal os elevados custos de produção, especialmente os relacionados aos animais de reposição e à alimentação, que representam a maior parte dos gastos da atividade”, destacam os pesquisadores.

Cotações máximas desta quinta-feira, 29 de julho, segundo dados da IHS Markit:

SP-Noroeste:

boi a R$ 320/@ (prazo)
vaca a R$ 300/@ (prazo)

MS-Dourados:

boi a R$ 310/@ (à vista)
vaca a R$ 299/@ (à vista)

MS-C.Grande:

boi a R$ 310/@ (prazo)
vaca a R$ 298/@ (prazo)

MS-Três Lagoas:

boi a R$ 310/@ (prazo)
vaca a R$ 300/@ (prazo)

MT-Cáceres:

boi a R$ 306/@ (prazo)
vaca a R$ 295/@ (prazo)

MT-Tangará:

boi a R$ 309/@ (prazo)
vaca a R$ 300/@ (prazo)

MT-B. Garças:

boi a R$ 305/@ (prazo)
vaca a R$ 293/@ (prazo)

MT-Cuiabá:

boi a R$ 304/@ (à vista)
vaca a R$ 292/@ (à vista)

MT-Colíder:

boi a R$ 300/@ (à vista)
vaca a R$ 290/@ (à vista)

GO-Goiânia:

boi a R$ 302/@ (prazo)
vaca R$ 292/@ (prazo)

GO-Sul:

boi a R$ 305/@ (prazo)
vaca a R$ 295/@ (prazo)

PR-Maringá:

boi a R$ 305/@ (à vista)
vaca a R$ 290/@ (à vista)

MG-Triângulo:

boi a R$ 312/@ (prazo)
vaca a R$ 300/@ (prazo)

MG-B.H.:

boi a R$ 310/@ (prazo)
vaca a R$ 300/@ (prazo)

BA-F. Santana:

boi a R$ 295/@ (à vista)
vaca a R$ 284/@ (à vista)

RS-Porto Alegre:

boi a R$ 330/@ (à vista)
vaca a R$ 320/@ (à vista)

RS-Fronteira:

boi a R$ 330/@ (à vista)

vaca a R$ 320/@ (à vista)

PA-Marabá:

boi a R$ 295/@ (prazo)
vaca a R$ 288/@ (prazo)

PA-Redenção:

boi a R$ 293/@ (prazo)
vaca a R$ 288/@ (prazo)

PA-Paragominas:

boi a R$ 297/@ (prazo)
vaca a R$ 285/@ (prazo)

TO-Araguaína:

boi a R$ 297/@ (prazo)
vaca a R$ 287/@ (prazo)

TO-Gurupi:

boi a R$ 295/@ (à vista)
vaca a R$ 288/@ (à vista)

RO-Cacoal:

boi a R$ 298/@ (à vista)
vaca a R$ 285/@ (à vista)

RJ-Campos:

boi a R$ 299/@ (prazo)
vaca a R$ 287/@ (prazo)

MA-Açailândia:

boi a R$ 287/@ (à vista)
vaca a R$ 265/@ (à vista)

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