Genômica Angus deve chegar a 8 mil cabeças até o fim de 2022

Dados integram a base do Programa de Melhoramento de Bovinos de Carne (Promebo), a ferramenta oficial de embasamento de seleção da raça

A genômica da raça Angus vem ganhando adesão entre criadores no Brasil. Segundo dados apresentados pelo gerente de fomento da Associação Brasileira de Angus, Mateus Pivato, o número de animais genotipados cresceu 154% na geração 2019, que foi avaliada em 2021.

A expectativa, indica Pivato, é que o total de animais genotipados chegue a 8 mil reprodutores até o final do ano.

Os dados fazem parte da base do Programa de Melhoramento de Bovinos de Carne (Promebo), a ferramenta oficial de embasamento de seleção da raça Angus.

Pivato frisou os ganhos que chegam com a genômica, principalmente para aferir características de difícil mensuração como a resistência ao carrapato.

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A programação técnica da Associação Brasileira de Angus foi realizada na VPJ Pecuária, em Mococa (SP). Na ocasião, o diretor da Angus e inspetor técnico Flávio Alves conduziu debate sobre tendências e desafios da raça.

“Os técnicos têm que opinar e trazer contribuições como as que estamos vendo aqui”, frisou, lembrando da importância dos inspetores técnicos assumirem a responsabilidade do melhoramento da raça.

Presente ao encontro, o presidente da Angus, Nivaldo Dzyekanski, avaliou as demandas do corpo técnico, principalmente aquelas relacionadas ao uso da raça e dos dados disponíveis no cruzamento industrial.

Durante o evento, inspetores técnicos da Angus foram incorporados ao time de avaliadores do Promebo. As adesões vieram após prova teórica e prática conduzida pelo Conselho Técnico da Angus e pela equipe da Associação Nacional de Criadores Herd-Book Collares (ANC). Os inspetores já credenciados aproveitaram a oportunidade para realizar reciclagem.

A superintendente da ANC, Silvia Freitas, explicou o funcionamento do programa e a sistemática de alimentação por parte do corpo técnico. “É o inspetor técnico o agente essencial para garantir os resultados dos programas de melhoramento e isso está fundamentado na organização das propriedades e na formação de grupos de manejo bem alinhados”, completou.

Segundo ela, é essencial que a escolha dos animais na formação dos grupos seja criteriosa e siga os mesmos parâmetros ao longo da vida do animal de forma a gerar dados precisos para ele e, inclusive, para seus pais tendo em vista que os resultados das progênies referenciam os reprodutores dentro do sistema.

Fonte: Ascom ABA e ANC

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