Glifosato: mudança de estratégia da Bayer aumenta chances de acordo

Atualmente companhia enfrenta mais de 13 mil processos que alegam que o glifosato, ingrediente ativo do Roundup, causaria câncer

A decisão da Bayer de criar um comitê de acompanhamento dos processos judiciais envolvendo o herbicida Roundup pode favorecer a resolução dos litígios, na visão de analistas de bancos de investimento. Na quarta-feira, 26, a companhia alemã informou que o grupo, formado por oito representantes de acionistas e de funcionários, terá consultas com o conselho de administração e fará recomendações sobre estratégias de litígio.

A Bayer também elogiou a indicação, por um tribunal, do mediador Ken Feinberg, que vai se reunir com os autores das ações e representantes da companhia alemã. A Bayer anunciou também a contratação do advogado norte-americano John H. Beisner para assessorar o conselho de supervisão nos casos envolvendo o glifosato.

O banco de investimento Bernstein considera que a criação do comitê torna mais provável um acordo com os autores das ações. A instituição financeira avalia, contudo, que a empresa deve ser mais transparente com os investidores sobre os processos. “Mais indicações sobre a distribuição geográfica, o ano em que a ação foi movida e o valor pedido de indenização ajudariam”, acrescentou o banco.

Atualmente, a Bayer enfrenta mais de 13 mil processos que alegam que o glifosato, ingrediente ativo do Roundup, causaria câncer. As ações da companhia vêm caindo significativamente após veredictos desfavoráveis, mas subiram 8,70% nesta quinta-feira após o anúncio da criação do comitê. O Baader Helvea acredita que a iniciativa da companhia alemã aumenta as chances de acordos legais. O banco de investimento estima que um acordo com valor entre 15 bilhões e 20 bilhões de euros seria um gatilho altista para as ações da companhia.

Já o Morgan Stanley aponta que os investidores esperam, além de informações mais claras sobre a situação judicial, fatores que revertam a tendência para os papéis da companhia. “O sucesso nos tribunais será necessário para desencadear uma mudança de sentimento”, disse o banco.

Desde agosto do ano passado, a Bayer sofreu derrotas em três julgamentos e foi condenada a pagar indenizações totalizando mais de US$ 2 bilhões a quatro pessoas que teriam desenvolvido câncer por causa da exposição ao herbicida. A companhia está recorrendo dos veredictos.

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