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Gramíneas nativas do Pantanal têm valor

Embrapa lança guia com informações ricas sobre os capins que sustentam a pecuária da região, indicando as espécies mais vantajosas e dicas de manejo

Teores nutricionais dos capins têm como referência as exigências das vacas de cria. (Fotos: Arquivo Embrapa Pantanal)

Por Moacir José

É mais vantajoso manejar adequadamente forrageiras nativas do Pantanal do que introduzir, neste bioma, variedades exóticas consideradas mais produtivas, porém pouco adaptadas às condições climáticas locais. Essa é a visão do grupo de pesquisadores da Embrapa Pantanal que elaborou o “Guia para identificação das pastagens nativas do Pantanal”.

Lançado no fim do ano passado, esse guia tem por objetivo facilitar a escolha de gramíneas com maior potencial produtivo para a alimentação do gado na região. Liderado pela zootecnista Sandra Aparecida Santos, doutora em produção animal, o levantamento contou com a participação dos também pesquisadores Arnildo Pott (entrevistado pelo repórter Ariosto Mesquita, na edição de outubro de 2020, sobre as queimadas no Pantanal), Evaldo Luís Cardoso, Suzana Maria Salis, José Francisco Montenegro Valls e João Batista Garcia.

SAIBA MAIS:
+Quanto vale um pasto nativo no Pantanal?

Guia apresenta informações de 103 espécies e visa ajudar o produtor na conservação e manejo das gramíneas nativas.

Segundo Sandra, o ecossistema pantaneiro é muito complexo. Em função da ocorrência de cheias durante o período das águas, nem todas as gramíneas da região (mais de 200) produzem quantidade satisfatória de forragem anualmente. Esse regime de cheias também dificulta a introdução de gramíneas cultivadas ou exóticas.

“A variação do nível das águas é muito grande. Por isso, queremos desenvolver uma dinâmica holística e adaptativa das forrageiras nativas, de forma que a produção pecuária possa ser sustentável, em todos os seus aspectos”, resume Sandra.

A publicação do guia ‒ que apresenta informações de 103 espécies ‒ visa facilitar a identificação dessas gramíneas, muitas delas bastante parecidas, distinguíveis apenas por sua inflorescência. “A procura por informações sobre essas plantas é crescente”, justifica o chefe-geral da Embrapa Pantanal, Jorge Antônio Ferreira de Lara, na apresentação do trabalho. Por isso, o passo seguinte será o desenvolvimento de um aplicativo em celular que, além da imagem, trará informações que permitam ao pecuarista tomar a decisão mais adequada ao seu sistema de produção.

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