IILB projeta melhoria no desempenho das fazendas leiteiras em 2020

Índice Ideagri do Leite Brasileiro aponta também que o tamanho das fazendas não tem relação direta com seu desempenho geral e a eficiência da propriedade
Foto: Divulgação.

O desempenho geral das quase mil fazendas que compõem o Índice Ideagri do Leite Brasileiro melhorou 5,8% em 2019, quando comparado com o ano de 2018. Esta é a conclusão da quinta edição do Índice Ideagri do Leite Brasileiro (IILB), publicado nesta semana e que completa um ano de lançamento. A nota média geral das propriedades (em uma escala de zero a 10) passou de 3,97 em 2018 para 4,20 em 2019. Este avanço deve-se a uma melhora em praticamente todos os 12 indicadores analisados pelo índice, com destaque, principalmente, para a taxa de sobrevivência de fêmeas de até 12 meses.

O levantamento mostra que de cada 100 bezerras nascidas em 2019, morreram 13,1, contra 16,7 em 2018, e essa diferença é de 21%, o que representa mais matrizes entrando em período produtivo em 2020 e 2021. Quando se observa as fazendas classificadas entre as top 10% do IILB, essa diferença chega a ser 46,1% maior.

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“A maior taxa de sobrevivência de bezerras é um bom sinal porque significa um aumento real de rebanho e nos permite prever um desempenho melhor do setor este ano e ano que vem”, afirma Heliose Duarte, médica veterinária e CEO da Ideagri.

Quanto maior a taxa de sobrevivência, maiores são as possibilidades de melhoria de rebanhos e do planejamento produtivo. “A produção de boas novilhas é essencial para a substituição de vacas que naturalmente saem do rebanho”, diz ela.

A médica explica que quanto mais bezerras, maiores são as opções de escolha das melhores matrizes, aumentando a qualidade genética do rebanho como um todo. “O impacto no desempenho, dessa forma, vem naturalmente”, ressalta.

Os dados do IILB referentes a 2019 indicam, ainda, que a produção de leite das quase mil fazendas que compõem o índice chegou a 22,8 litros por animal, em média, desempenho praticamente idêntico ao de 2018 (22,6 l/animal). Mesmo assim, é um número relevante porque é um número 8,8% maior que as 100 maiores fazendas de leite mapeadas pelo Levantamento Top 100 Milkpoint, outro indicador da produção leiteira nacional (dessas Top 100, 52 são fazendas que usam o sistema de gestão Ideagri). Outro dado de produção interessante: entre as fazendas do IILB cujo rebanho é de gado com genética predominantemente europeia, a produção média foi de 31,6 l/animal.

Tamanho da propriedade não impacta sua eficiência produtiva

Outra conclusão da recente edição do IILB é que o tamanho das fazendas não tem relação direta com seu desempenho geral e a eficiência da propriedade. Divididos em quatro grupos por tamanho de rebanho, as 929 fazendas que compõem o índice mostraram desempenho similar. Os rebanhos com até 100 vacas, obtiveram nota 4,26, muito próxima dos 4,29 pontos obtidos pelo quarto grupo, acima de 301 vacas. As fazendas com rebanhos entre 101 a 200 vacas e entre 201 e 300 vacas obtiveram nota 4,13 e 4,11, respectivamente.

“Isso mostra que fazer o dever de casa e aprimorar a gestão ‘da porteira para dentro’, independentemente do tamanho da propriedade, trará mais produtividade para a fazenda”, diz Heloise Duarte.

Segundo a CEO do Ideagri, os indicadores do IILB apontam os caminhos para essa melhoria de gestão. “Em um mundo globalizado, dados confiáveis são essenciais para o enfrentamento dos desafios da atividade leiteira”, diz ela.

“Mais desafiador é produzir informações com valor real para os produtores brasileiros entrarem definitivamente na Pecuária 4.0, cujos os recursos digitais contribuirão muito para a melhor produção animal. Foi assim que surgiu o IILB (Índice Ideagri do Leite Brasileiro), que completa 1 ano de lançamento nesta edição”, explica a CEO.

O índice é resultado dos dados completos e atualizados diariamente por quase mil fazendas leiteiras usuárias do software Ideagri amplamente espalhadas pelo país (dentre um universo de 4.000 fazendas leiteiras usuárias do sistema). “É um recorte, mas um recorte significativo, estatisticamente confiável e rico”, afirma Heloise Duarte. Os dados permitem a separação de informações por perfil de rebanho e tamanho de propriedades, o que dá ao produtor uma base comparativa relevante para acompanhar e comparar seu desempenho.

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Conteúdo original Revista DBO