Importações de carne suína da China devem cair 14% em 2021

As importações de carne suína da China devem cair 14% em 2021, para 3,7 milhões de toneladas, na comparação com o recorde estimado para este ano, de 4,3 milhões de toneladas, segundo novo relatório de mercado do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

“A Covid-19 continua a restringir direta e indiretamente as importações chinesas de carne suína”, observou o relatório, citando as medidas regulatórias impostas pelo governo de Pequim para evitar a compra de proteínas contaminadas pelo vírus de seus fornecedores estrangeiros.

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Peste suína africana

Desde o primeiro caso de peste suína africana (ASF, na sigla em inglês) relatado em agosto de 2018, o Ministério da Agricultura e Assuntos Rurais da China (MARA) relatou 171 surtos da doença à Organização Mundial de Saúde Animal  (até 20 de março de 2020). No entanto, no primeiro semestre de 2020, apenas 16 surtos (principalmente em pequenas fazendas) foram relatados, observou o relatório do USDA.

“O MARA agora afirma que a ASF está sob controle e a recuperação da produção de suínos é melhor do que a esperada”, disse o relatório.

Desde 2019, o MARA rastreou quase 14.600 fazendas de suínos que construíram novas instalações ou expandiram a construção das instalações existentes, diz o relatório. Durante o segundo semestre de 2020, o ministério prevê que 120 milhões de cabeças do estoque atual podem ser atribuídas à nova capacidade. O Ministério espera que esse número aumente em 2021.

O impacto duradouro da ASF

Segundo o relatório do USDA, embora a produção de carne suína na China continue a aumentar até 2021, os efeitos da peste suína africana irão persistir e criarão desafios do ponto de vista da demanda por três motivos, a saber:

  1. A demanda geral por carne suína caiu na China.

Embora a carne de porco tenha sido tradicionalmente a principal carne para os consumidores chineses, outras proteínas, como frango, boi, frutos do mar e carneiro, tiveram ganhos consideráveis ​​em sua participação na dieta chinesa.

  1. Os consumidores estão mais acostumados a comer carne de porco resfriada/congelada.

Para combater a transmissão da peste suína africana por meio de animais vivos, a China incentivou o abate e o processamento fora das áreas urbanas, limitando a disponibilidade de “carne quente” recém-abatida. A ASF acelerou essa mudança em todo o país.

  1. Os preços da carne suína provavelmente permanecerão elevados acima dos níveis pré-ASF.

Depois de atingir níveis recordes na segunda metade de 2019, os preços caíram por vários meses em 2019 e 2020, mas voltaram a subir conforme a demanda aumentou após a reabertura de escolas e empresas em toda a China. Mesmo que o “hiato de oferta de carne suína” seja eliminado e a produção atinja o equilíbrio com a demanda, os preços continuarão elevados devido ao aumento dos custos de produção.

 

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