Incubadora EsalqTec terá nova unidade em 2019

Espaço em Piracicaba, SP, será voltado para startups que trabalham com agricultura digital
Foto: divulgação/Esalq.

A incubadora EsalqTec, de Piracicaba, SP, ganhará uma nova unidade e mais do que dobrará o número de empresas residentes. O novo espaço também ficará na Fazenda Areão (agora na casa sede), área experimental da Esalq/USP, e será voltado para startups de agricultura digital, conta Sergio Marcus Barbosa, gerente executivo da EsalqTec. “A unidade anterior continuará funcionando, mas com foco maior em biotecnologia, porque há melhor estrutura para montagem de laboratórios”. Atualmente, a EsalqTec tem oito startups incubadas e pretende inserir no mínimo mais dez no novo espaço.

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Barbosa acredita que a unidade deve estar operando no segundo semestre de 2019, após os trâmites em relação a edital, habilitação e incubação das startups. De acordo com ele, qualquer startup ligada ao agronegócio e que tenha inovação tecnológica no produto ou processo poderá se candidatar ao edital para empresas residentes. As associadas, que não têm espaço fixo na incubadora (mas podem usar as áreas comuns), não precisam necessariamente trabalhar com inovação. Atualmente, estas pagam R$ 75 reais por mês para usufruir dos apoios e conexões da EsalqTec. Já uma sala padrão da unidade para incubadas custa R$ 500.

O gerente executivo da EsalqTec vê o ecossistema de startups do agronegócio em expansão nos próximos anos. “Além do agronegócio estar em uma situação melhor do que a indústria e o comércio, há o fator crise, que fez com que bons profissionais tivessem que se recolocar e vários procuraram empreender. Temos um mercado bom e qualificação de mão de obra interessante para novos empreendimentos em tecnologia”, afirma. Para ele, porém, serão necessárias novas ondas tecnológicas para o salto para a agricultura 5.0. Ele afirma que é uma questão de curva de aprendizagem e cita o exemplo dos sensores. “Usávamos sensores de outras áreas do conhecimento e, hoje, já se produz equipamentos específicos para a agricultura. O próximo passo será a integração desses bancos de dados (climáticos, agronômicos, de máquinas, etc), principalmente por meio de inteligência artificial”.

Fonte: Portal DBO.

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