Índice de confiança do agronegócio bate recorde

De acordo com o indicador da Fiesp e da CropLife Brasil, o otimismo aumentou em todos os segmentos medidos
Foto: Reprodução/Internet

O Índice de Confiança do Agronegócio (IC Agro) fechou o terceiro trimestre com 127 pontos, alta de 15,3 pontos em relação ao segundo trimestre deste ano e um recorde da série histórica. O IC Agro é divulgado pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e pela CropLife Brasil.

A Fiesp informa, em nota, que resultados acima de 100 pontos demonstram otimismo no setor e, abaixo deste patamar, pessimismo. Ainda segundo a Fiesp/CropLife Brasil, a melhora na confiança não foi exclusividade do setor. “Neste período houve uma recuperação do entusiasmo em praticamente todos os segmentos econômicos, em comparação com o trimestre anterior, como comércio, construção civil e indústria”, assinalam.

Anteriormente, o pessimismo vinha da pandemia de covid-19. “A percepção mercado em geral para o PIB brasileiro em 2020 chegou ao ponto mais baixo em abril e, desde então, vem sucessivamente sendo corrigido para cima, a partir de indicadores melhores do que os inicialmente projetados”, diz o diretor titular do Departamento de Agronegócio da Fiesp, Roberto Betancourt. Ele acrescenta, entretanto, que as entrevistas foram concentradas em setembro, quando ainda não havia no radar a perspectiva de uma segunda onda de covid-19 no País, “o que atualmente desponta como preocupação”.

Ainda conforme o levantamento, o IC das indústrias do agronegócio continuou avançando, com alta de 13,8 pontos, para 122,9 pontos. A confiança das empresas de insumos agrícolas subiu para 122 pontos, saindo do pessimismo notado no primeiro trimestre, de 86,2 pontos, para este resultado agora.

“As relações de troca por insumos estavam em bons patamares para os produtores rurais, estimulando a negociação antecipada de fertilizantes e de parte dos defensivos, não só para a safra atual, como também para a próxima temporada”, diz o presidente executivo da CropLife Brasil, Christian Lohbauer.

“Por outro lado, em alguns momentos do trimestre anterior a desvalorização do real chegou a dificultar o andamento da comercialização de insumos. Caso o câmbio permaneça alto poderá dificultar os planos das empresas desse setor em 2021.”

Já o índice de confiança das indústrias “depois da porteira” também apresentou alta, de 10,9 pontos, para 123,3 pontos. “As exportações seguiram crescendo em vários segmentos. É o caso da indústria de carnes, que vem sendo puxada também pela grande demanda do mercado chinês. No setor sucroalcooleiro, os preços do açúcar também apresentaram uma trajetória de recuperação no exterior. A demanda de etanol no mercado interno melhorou, acompanhando a retomada do consumo de combustíveis após a flexibilização em vários Estados e municípios brasileiros”, diz Betancourt.

Em relação aos produtores agropecuários, o índice fechou o terceiro trimestre em 132,7 pontos, com alta de 17,5. A percepção a respeito das condições do próprio negócio melhorou devido a uma série de aspectos, como o aumento dos preços dos produtos agropecuários e a disponibilidade de crédito.

O produtor agrícola, igualmente, está mais confiante. O índice referente a ele subiu 16,5 pontos no terceiro trimestre, para 133,4 pontos, o que supera o recorde anterior do fim do ano passado. O otimismo vem, segundo a Fiesp, dos preços dos principais produtos agrícolas, que estiveram em alta, como soja e milho, ou se recuperando, como açúcar e algodão.

Por fim, o índice de confiança das indústrias do setor pecuário também avançou, igualmente por causa da percepção a respeito dos preços, do crédito rural e da produtividade. Assim, o índice saltou 20,4 pontos, para 130,7 pontos.

“Tanto o boi gordo quanto o leite mantiveram-se em alta nos últimos meses”, lembra Betancourt. Por outro lado, ele alerta que “apesar da expressiva melhora nas perspectivas do agronegócio para a economia brasileira, existem preocupações em relação às reformas, tanto na esfera estadual, quanto federal, como a tributária”, disse. “Isso pode afetar o otimismo do setor no futuro.”

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Leia a Revista DBO que encerra o ano de 2020. Ela conta a mais nova façanha da Cooperaliança, a primeira cooperativa a verticalizar a cadeia da carne bovina, além de trazer outras 25 reportagens e artigos.

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