Indústria põe pressão, mas pecuarista segura a oferta

Embora com alguma queda, preços do boi gordo continuam em patamares altos, dificultando a vida dos frigoríficos que precisam atender compromissos

Em boa parte das praças pecuárias do Braisl o cenário atual é de “toma lá, dá cá”, segundo definição da Scot Consultoria. Ou seja, as indústrias frigoríficas impõem, desde a semana passada, uma pressão baixista sobre os preços da arroba, enquanto os pecuaristas se encolhem, reduzindo ainda mais as ofertas de boiadas gordas.

Essa baixa disponibilidade de animais terminados, relata a IHS Markit, acaba por limitar a intensidade das baixas nas cotações da arroba entre as praças pecuárias, uma vez que os poucos negócios reportados ainda envolvem pequenos carregamentos de animais.

No entanto, observa a Scot, as compras de boiadas tem fluído o suficiente para atender as escalas de abate da maioria das indústrias, que têm sido manejadas de acordo com a oferta e a demanda de reabastecimento da carne bovina no mercado atacadista.

Segundo a IHS Markit, a maior parte das indústrias frigoríficas prefere cadenciar o fluxo de suas aquisições de gado gordo, testando efetivações de novos negócios a valores mais baixos. “Alguns frigoríficos conseguiram realocar suas escalas de abate e diminuir a necessidade de participar mais ativamente das compras nesta semana”, relata a consultoria.

Na avaliação da IHS, o mercado pecuário ainda mostra uma enorme dependência de lotes de boiadas oriundos de confinamentos ou semiconfinamentos, visto que a irregularidade das chuvas no Brasil neste ano tardou o desenvolvimento dos animais de pasto, que devem estar aptos ao abate apenas em meados do primeiro trimestre de 2021.

Neste contexto, a baixa liquidez promove um ambiente de preços da arroba majoritariamente estáveis. De acordo com levantamento da Scot, na praça paulista, as arrobas do boi gordo, da vaca gorda e da novilha gorda estão cotadas em R$ 283, R$ 263 e R$ 271 (valores brutos e à vista, para descontar os impostos), respectivamente. Porém, nesta terça-feira, foram registradas quedas de preços em praças do Mato Grosso, Goiás, Bahia, Paraná, Tocantins e Rondônia (veja os preços de machos e fêmeas nas principais regiões pecuárias ao final desta página).

Embarques aquecidos

Em relação às exportações, dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) apontaram que, no acumulado das três primeiras semanas de novembro (14 dias uteis), o Brasil registrou um fluxo médio de embarque de 8,51 mil toneladas/dia de carne bovina in natura, desempenho 9,4% superior ao volume médio de novembro de 2019. “Caso o fluxo persista, ao final do mês, serão 170 mil toneladas exportadas, cerca de 10% superior ao mesmo mês de 2019”, prevê a IHS Markit.

No atacado, depois dos ajustes negativos no dia anterior, o ambiente foi de preços estáveis dos cortes de carne bovina. O mercado se prepara para a virada de mês e uma retomada do consumo doméstico no período de maior pico de vendas no ano, observa a IHS.

Confira as cotações desta segunda-feira, 23 de novembro, segundo dados da IHS Markit:

SP-Noroeste:

boi a R$ 284/@ (prazo)
vaca a R$ 259/@ (prazo)

MS-Dourados:

boi a R$ 271/@ (à vista)
vaca a R$ 261/@ (à vista)

MS-C. Grande:

boi a R$ 273/@ (prazo)
vaca a R$ 261/@  (prazo)

MS-Três Lagoas:

boi a R$ 271/@ (prazo)
vaca a R$ 256/@ (prazo)

MT-Cáceres:

boi a R$ 265/@ (prazo)
vaca a R$ [email protected] (prazo)

MT-Tangará:

boi a R$ [email protected] (prazo)
vaca a R$ 254/@ (prazo)

MT-B. Garças:

boi a R$ 267/@ (prazo)
vaca a R$ 256/@ (prazo)

MT-Cuiabá:

boi a R$ 266/@ (à vista)
vaca a R$ 254/@ (à vista)

MT-Colíder:

boi a R$ 263/@ (à vista)
vaca a R$ 251/@ (à vista)

GO-Goiânia:

boi a R$ 271/@ (prazo)
vaca R$ 256/@  (prazo)

GO-Sul:

boi a R$ 268/@ (prazo)
vaca a R$ 260/@ (prazo)

PR-Maringá:

boi a R$ 275/@ (à vista)
vaca a R$ 261/@  (à vista)

MG-Triângulo:

boi a R$ [email protected] (prazo)
vaca a R$ 258/@ (prazo)

MG-B.H.:

boi a R$ 278/@ (prazo)
vaca a R$ 263/@ (prazo)

BA-F. Santana:

boi a R$ 266/@ (à vista)
vaca a R$ 256/@ (à vista)

RS-Porto Alegre:

boi a R$ 263/@ (à vista)
vaca a R$ 243/@ (à vista)

RS-Fronteira:

boi a R$ 261/@ (à vista)
vaca a R$ 243/@ (à vista)

PA-Marabá:

boi a R$ 273/@ (prazo)
vaca a R$ 262/@ (prazo)

PA-Redenção:

boi a R$ [email protected] (prazo)
vaca a R$ 263/@ (prazo)

PA-Paragominas:

boi a R$ 271/@ (prazo)
vaca a R$ 264/@ (prazo)

TO-Araguaína:

boi a R$ 266/@ (prazo)
vaca a R$ [email protected] (prazo)

TO-Gurupi:

boi a R$ 264/@ (à vista)
vaca a R$ 254/@ (à vista)

RO-Cacoal:

boi a R$ [email protected] (à vista)
vaca a R$ 243/@ (à vista)

RJ-Campos:

boi a R$ 276/@ (prazo)
vaca a R$ 23/@ (prazo)

MA-Açailândia:

boi a R$ 270/@ (à vista)
vaca a R$ 256/@ (à vista)

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Sou pecuarista e esse frigorífico é meu

Leia a Revista DBO que encerra o ano de 2020. Ela conta a mais nova façanha da Cooperaliança, a primeira cooperativa a verticalizar a cadeia da carne bovina, além de trazer outras 25 reportagens e artigos.

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